quarta-feira, 17 de outubro de 2018

6º ANO- FORMAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA VEGETAÇÃO



6º ANO – CONTEÚDO PARA AV   FORMAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA VEGETAÇÃO

Os fatores que interferem na formação e na distribuição da vegetação  pelo  globo:

Distribuição desigual da energia  solar( áreas quentes, temperadas e frias);

A distribuição dos minerais, das rochas, do solo e do relevo;

A disponibilidade de água.

Ecossistemas  são  ambientes  formados  pela  relação  entre  seres vivos e não vivos que interagem entre si, dando suporte ao desenvolvimento da vida.

Bioma é um grande conjunto de ecossistemas com aspectos semelhantes;

Biosfera é o conjunto de todos os biomas;

No  Brasil,  os  tipos  de  vegetação também são chamados de domínios morfoclimáticos ou domínios de natureza;

Os domínio Morfoclimáticos são espaços com características particulares de solo, relevo, clima, hidrologia e vegetação, onde predominam determinados padrões de paisagem nas áreas preservadas.

De qualquer modo, reconhecer as principais formações vegetais do mundo é fundamental para compreender a maneira como a sociedade ocupa, transforma e produz o espaço geográfico.

O CLIMA é um dos fatores que interferem nas características das vegetações.

A ZONA INTERTROPICAL  são  mais  quentes,  diferenciadas pelos regimes de chuvas. As áreas mais chuvosas propiciam condição para formar vegetações florestais de maior porte  e  com  maior  biodiversidade,  como  as  florestas  tropicais  e  equatoriais.

Na zona intertropícal onde o clima apresenta duas estações bem definidas( sazonalidade), isso  interfere  no  regime  pluviométrico(chuvas),  surgem  vegetações  que  se  adaptam  a  estações secas e chuvosas, como as savanas.

AS ZONAS TEMPERADAS apresentam maiores diferenças anuais de  insolação  e,  portanto,  variações  de  temperatura  mais  marcantes ao longo do ano.

Em algumas regiões o verão tem períodos quentes e chuvosos e o inverno se caracteriza por períodos frios e mais secos.

As estações do  ano  são  bem  definidas. 

Nessas  condições,  as  vegetações  acabam  adquirindo  características  condizentes com a variação anual do clima.

NAS ZONAS POLARES, o frio intenso acaba por congelar o solo, dificultando o desenvolvimento da vegetação e a própria ocupação humana, o que ajuda a explicar a situação de preservação dessas regiões.

No entanto,  mesmo  com  tamanha  rigorosidade  climática,  nos  meses  menos  frios,  quando  ocorre  o  degelo,  surgem formações vegetais, denominadas tundra, que se desenvolve em um solo chamado de PERMAFROST.

O RELEVO  influencia  no  clima  no  sentido  de  baixar  a  temperatura  à medida que se eleva a altitude.

Dessa  forma,  a  vegetação  natural das áreas de alta montanha se diferencia  conforme  avançamos  para   cima,   de   modo   parecido   com  a  diferenciação  que  ocorre  quando  avançamos  para  as  latitudes mais elevadas ao norte ou ao sul.

O SOLO  é um fator determinante nas condições das vegetações.

Em regiões temperadas  próximas  à  transição  para  as  zonas  tropicais,  o  solo  jovem,  raso  e  mais  arenoso  possibilita  o  desenvolvimento de vegetações mais rasteiras e sem muitas árvores, como as pradarias que ocorrem no Rio Grande do Sul.

combinação das características do solo, associada a climas menos chuvosos ou semiáridos, favorece o desenvolvimento de uma vegetação denominada estepes, que também apresenta poucas árvores.

OBS: É importante notar que o clima, o relevo e o solo estão relacionados com a distribuição da água no ambiente ou interferem nela. A distribuição desse recurso pode afetar as vegetações tanto pelo excesso quanto pela sua falta ou pouca disponibilidade.


TIPOS DE VEGETAÇÃO DO PLANETA

TUNDRA é uma vegetação rasteira que ocorre nos ambientes mais gelados(as regiões polares) do Hemisfério Norte e Sul.

Ela  é  composta  principalmente  de  musgos,  líquens  e  pequenos  arbustos. 

O  clima  da  região  onde  a  tundra  se  desenvolve  é  extremamente  rigoroso,  com  invernos  longos,  muito  frios  e  verões  bem  curtos. 

O  solo permanece congelado a maior parte do ano, por isso a tundra tem um ciclo de vida bem rápido.

FLORESTA DE CONÍFERAS, também denominada floresta boreal  ou  taiga,  é  encontrada  principalmente  na  região  subpolar, ou seja, geralmente ao sul das regiões de tundra, onde os invernos são menos rigorosos, e os verões, mais  quentes. 

Nas regiões com FLORESTA DE CONÍFERAS,   as  temperaturas são  baixas  e  neva  em  boa  parte  do  ano,  motivo  pelo qual as árvores apresentam, em geral, folhas  finas para evitar acúmulo de neve.
Principais espécies desta vegetação sãos os abetos  e  os  pínus.

Em razão de suas características, a floresta de coníferas é amplamente utilizada na indústria madeireira, fato que promoveu grande desmatamento desta vegetação;

No entanto, alguns países adotam políticas de preservação que garantem o uso da floresta de modo sustentável, como ocorre na Finlândia.

FLORESTAS  SUBTROPICAIS  E  TEMPERADAS   são  conhecidas  como  florestas  caducifólias,  por que  diversas espécies as folhas “caducam”, ou seja, perdem as folhas em certo período do ano.

Ocorrem principalmente áreas de clima subtropical ou temperado, no entanto a grande ocupação humana sobre as regiões onde antes elas existiam causou um grande desmatamento.

Árvores, como carvalhos, cerejeiras e bordos, apresentam folhas com coloração amarelada ou avermelhada durante o outono e caem durante o inverno.

Perdem as folhas para resistir aos períodos mais secos sem perder água, além de fornecer nutrientes ao solo.
Muitos animais que vivem nessas florestas migram para regiões mais quentes durante o inverno, outros hibernam nessa estação.

No Brasil, são representadas pelas florestas de araucárias, que ocorrem nos estados do Sul, principalmente no Paraná e em Santa Catarina.

VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA Ocorre predominantemente nas regiões de clima  mediterrâneo,  comum  em  locais  como  sul da Europa (próximos ao Mar Mediterrâneo), Chile   (porção   central),   Austrália   (sudoeste),   África  do  Sul  e  Estados  Unidos  (na  costa  oeste). 

No  clima  mediterrâneo    verões quentes e secos e invernos úmidos e frios.

As  paisagens  são  diversificadas,  mas  apresentam dois tipos principais:

Maquis – vegetações bem fechadas que variam de 1 a 4 metros de altura;

Garrigues – vegetações de pequeno porte e mais esparsas.

As oliveiras (azeitonas) e as videiras (uvas) se adaptam muito bem às condições climáticas e são cultivos muito comuns nessas regiões.

PRADARIAS E ESTEPES Tanto as estepes como as pradarias ocorrem nas Américas, na Europa, na Ásia, na Austrália e na África, principalmente na região temperada Caracterizam-se:

Vegetações mais comuns nas zonas  temperadas. 

Ocorrem  tanto  no  Hemisfério  Norte  quanto  no  Sul,  geralmente  em  regiões  de  clima  semiárido.
Estepes e pradarias geralmente  são  compostas  de  vegetações  rasteiras,  como  gramíneas. 

Os  solos  são pouco profundos e arenosos.
Algumas estepes correspondem à faixa de transição entre os desertos e as regiões florestais, como ocorre nos Estados Unidos.

No Brasil, ocorrem pradarias no estado do Rio Grande do Sul, área conhecida como Pampas Gaucho ou Campos Sulinos. 

A agropecuária  tem  impactado  a  cobertura  natural  do  solo(desmatamento), deixando-o mais exposto à ação da chuva e do vento.

 O desmatamento pode desencadear a formação de areais, regiões onde a areia toma conta da superfície, assemelhando-se a uma paisagem desértica, porém sem o clima árido. Por isso o fenômeno é denominado arenização, e não desertificação.

FLORESTAS EQUATORIAIS E TROPICAIS

As florestas equatoriais e tropicais ocorrem ao longo da Linha do Equador, na América, na África e na Ásia e nas proximidades dos trópicos de Câncer e de Capricórnio na América, na África, na Ásia e na Oceania.
Por isso, recebem também o nome de floresta tropical.

São regiões em geral úmidas, com temperaturas elevadas e pouca variação no decorrer do ano.
A vegetação é constituída de árvores de grande porte, podendo ultrapassar os 60 metros de altura, com extratos inferiores de porte menor.

As folhas são grandes(latifoliada), justamente para facilitar a fotossíntese e a evapotranspiração, já que ocorre em regiões bem quentes e úmidas;

Evapotranspiração: processo pelo qual ocorre a perda de água por evaporação e transpiração.
a vegetação assemelha-se a um grande tapete verde cortado por rios e que, de tão densa e fechada, impossibilita a visão do solo.

 No Brasil, o extrato superior da floresta é denominado dossel, onde vive parte majoritária da biodiversidade amazônica
O solo das áreas cobertas com a floresta tropical é  geralmente  pobre  em  nutrientes.

O solo é alimentado com nutrientes da própria floresta. À medida que as plantas perdem folhas, morrem vai se formando no chão da floresta uma camada de sedimentos orgânicos chamada serapilheira.

Com o calor e a umidadea serrapilheira é rapidamente decomposto e absorvido pelo solo.

Os nutrientes não permanecem no solo, eles são  absorvidos  pelas  plantas  ou  carregados  pela  água  até os rios em um processo denominado lixiviação.

Essa  vegetação  vem  sofrendo  sérios  danos  por causa do desmatamento, agropecuária e mineração, que causa problemas ambientais associados ao desflorestamento(desmatamento).

SAVANAS E CERRADOS

Paisagens  dominadas  por  gramíneas  e apresentar  árvores  de  médio  porte  e  arbustos,  as  savanas  são  típicas  de regiões onde o clima é caracterizado por uma estação seca e uma estação úmida, na qual os vegetais crescem rapidamente.

Abrangem grandes áreas da África, da América do Sul e da Austrália, concentradas na faixa intertropical.
A vegetação da savana é naturalmente adaptada para resistir a grandes períodos de estiagem e às queimadas naturais que ocorrem ocasionalmente.

O  continente  africano  apresenta  uma  grande  extensão  de  savanas, onde vivem predadores de grande porte como os grandes felinos (leão, leopardo), além de herbívoros como elefantes, hipopótamos, rinocerontes,  girafas  e  zebras. 

O turismo  ecológico  vem  se  tornando,  recentemente,  uma  boa  alternativa  para  manter  a  área  preservada, evitando a caça predatória e o desmatamento.

No Brasil, a vegetação identificada como savana é denominada cerrado e ocorre principalmente nas porções mais centrais do país

AS VEGETAÇÕES DE ALTITUDE podem ser encontradas nas grandes cordilheiras  de  montanhas  e  ocorrem  na  América,  na  Europa,  na  África  e  na  Ásia. 

A  vegetação  vai  se  tornando  mais  rara,  à  medida  que  a  altitude  aumenta,  até  chegar  aos  topos,  que  podem  estar  cobertos  pela  neve  eterna.

A  vegetação  de  altitude  passa  a  ser  constituída  por  espécies  de  pequeno  porte,  principalmente gramíneas, musgos e liquens, por isso é chamada também de tundra alpina. 

A interferência humana e as possíveis mudanças climáticas estão  alterando  também  as  vegetações  das  montanhas.  Na  Europa,  elas  têm  crescido  em  altitudes  cada  vez  mais  elevadas,  talvez  em  virtude das mudanças no clima ocorridas nas últimas décadas.

DESERTO ocorrem nas regiões de deserto, onde a precipitação e a umidade são extremamente baixas, o que impossibilita o desenvolvimento de vegetação densa e contínua.

Essas condições também estão presentes em desertos gelados, como a Antártica.

No desertos gelados, apesar da grande presença de água na forma de gelo, a umidade do ar é muito pequena em decorrência da baixa temperatura, que mantém a água quase inteiramente no estado sólido, e não no de vapor.

Vegetações  de  deserto  são  formadas  por  espécies  que  desenvolveram  diferentes maneiras para se adaptarem à pouca disponibilidade de água. Um exemplo são os cactos.

Os cactos que apresentam espinhos, evitando a evapotranspiração, o que conserva umidade em seu interior e fornece proteção à planta.

Estima-se que cerca de 20% da superfície continental do planeta seja coberta por desertos.

Os maiores são o Deserto do Saara, na África, e o de Gobi, na Ásia. Porém,  também    grandes  desertos  na  América  do  Norte,  como  o  da Califórnia e o de Sonora, na América do Sul, como o Atacama, e na Oceania, como o Grande Deserto Australiano.









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