quinta-feira, 30 de julho de 2020

7º ANO CAPITULO 7 - REGIÃO NORDESTE

REGIÃO NORDESTE

1. SUB-REGIÕES DO NORDESTE:  ZONA  DA  MATA,  AGRESTE, SERTÃO E MEIO-NORTE

2. AGROPECUÁRIA DO NORDESTE

3. INDUSTRIA DO NORDESTE

Para melhor compreensão das sub-regiões nordestinas, é preciso entender como ocorre a configuração espacial do clima, do relevo e da vegetação regional. 

O Nordeste apresenta três tipos de clima:

Tropical litorâneo tropical úmido, tropical semiárido e equatorial úmido
As características climáticas interferem significativamente na vegetação.
A região nordestina apresentava diferentes formações vegetais originais, embora tenha sofrido, ao longo dos anos, grande desmatamento devido as atividades humanas. 

As principais formações vegetais originais que ocorrem na região são:

Floresta Tropical, Floresta Equatorial, Caatinga, Cerrado, Mata dos Cocais e Vegetação Litorânea.

O relevo nordestino apresenta configuração comum em praticamente todo o território brasileiro, com ocorrência de planaltos, planícies e depressões

SUB-REGIÕES NORDESTINAS.

ZONA DA MATA

Por meio da análise do mapa de climas, é possível perceber, no litoral leste, o predomínio do clima tropical que, nessa faixa, é fortemente influenciado pelas massas de ar oceânicas.
Portanto, é um clima quente e úmido, com pluviosidade anual em torno de 1500 mm. 
Nessa faixa, encontra-se a maior densidade demográfica da região. Essa sub-região é conhecida como Zona da Mata Nordestina.
A Mata Atlântica, que é uma floresta tropical, está presente nessa sub-região.
Ela é formada por árvores de grande porte e com uma diversidade de espécies. 
Essa vegetação foi bastante desmatada pela atividade humana desde o início da colonização, com a exploração do pau-brasil. 
Nos litorais, também ocorre a Vegetação Litorânea, formada por manguezais e por restingas

OS MANGUEZAIS

Ocorrem em praticamente todo o litoral brasileiro, não estando restritos ao Nordeste. 
É um ecossistema composto de plantas que se adaptam aos ambientes com maior teor de sal na água e no solo,
São encontrados principalmente ao longo de estuários, baías, lagunas e outras formações.
Apresentam raízes “aéreas” ou respiratórias, que ficam expostas para adquirir oxigênio do ar. 
São muito importantes para a reprodução de diversas espécies de peixes e outros animais, como os caranguejos

AS RESTINGAS

São vegetações que se estendem pela extensão das regiões de planície costeira arenosa.

São importantes para reduzir o impacto da erosão marinha, mas são retiradas para uso nos projetos paisagísticos em orlas das cidades litorâneas e em virtude da especulação imobiliária. 

Em muitas cidades, as áreas de restingas vêm sendo sistematicamente devastadas, principalmente por construções irregulares

Para a Geologia e a Geomorfologia, restingas são simplesmente as áreas de acúmulo de sedimentos (arenosos) que se estendem pela costa, sem vínculo direto com a cobertura vegetal.

PLANÍCIES
Localizam na região litorânea são áreas de deposição de sedimentos que formaram relevos mais planos.

 A exceção são as regiões de tabuleiros, as falésias, onde as planícies se estreitam e dão espaço às formações desgastadas pela ação da erosão marinha, formando uma abrupta queda na costa da praia.

AGRESTE

Agreste é uma zona de transição entre a Zona da Mata e o Sertão.
Abrange parte dos climas tropical e tropical semiárido.

 Por ser uma área de transição, apresenta características variadas de acordo com a situação de cada local.

Predominam vegetações de pequeno e médio porte, algumas das quais perdem as folhas em períodos mais secos (caatinga/cerrado)

As principais cidades que se situam na zona do Agreste são:

Feira de Santana (BA), Vitória da Conquista (BA), Campina Grande (PB), Garanhuns (PE) e Caruaru (PE), 

O clima é influenciado pelo relevo, o que colabora para a ocorrência de temperaturas mais amenas.  Esse é o caso de Garanhuns, município pernambucano situado a, aproximadamente, 850 metros de altitude

No Agreste, predominam os planaltos com altitudes moderadas e estruturas rochosas antigas

Além dos planaltos, como o Planalto da Borborema, encontram-se as chapadas, como a Chapada Diamantina, e as serras.

Em algumas regiões, é possível perceber paisagens naturais inusitadas nas quais as rochas, conhecidas como matacões, formam cenários impressionantes.

Matacões são monólitos ou fragmentos de rochas arredondados que podem ser originados no próprio local ou por ação de intemperismo, muito comuns em regiões de rochas magmáticas intrusivas.

Alguns locais aproveitam as paisagens naturais como forma de atração ecoturística, como ocorre em Cabaceiras, na  Paraíba, transição do Agreste para o Sertão, no local denominado Lajedo de Pai Mateus

SERTÃO

No Nordeste de leste a oeste, após o Agreste, encontra-se o Sertão, maior sub-região nordestina, que se apresenta sob influência dos tropical semiárido.

No clima tropical semiárido em certas regiões, a pluviosidade chega a ser inferior a 500 mm anuais.

As chuvas, mal distribuídas durante o ano, concentram-se principalmente entre os meses de janeiro e abril.

A época mais chuvosa ocorre no verão do Hemisfério Sul, período por vezes denominado de inverno pelos sertanejos em razão de chuvas.

Caatinga é a vegetação original predominante no Sertão Nordestino.

A Caatinga é uma formação exclusivamente brasileira, também conhecida como vegetação com características de áreas de climas semiáridos xerófitas.

Vegetação xerófita são aquelas plantas adaptadas à escassez e à irregularidade no regime das chuvas.

A Caatinga passou por severas mudanças no decorrer do tempo em consequência da ação humana.

É considerada uma das vegetações que mais sofreram devastação no país, em grande parte devido ao uso da madeira para indústrias locais e também devido às queimadas. 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a caatinga tem mais de 45% da vegetação alterada.

Algumas áreas do Sertão apresentam características vegetacionais típicas de faixas de transição.

Entre áreas de caatinga e de cerrado, ocorre a chamada mata seca, situada em regiões mais distantes dos cursos de rios e em áreas menos irrigadas, apresentando espécies com graus diversos de quedas de folhas nas épocas mais secas.

MEIO-NORTE

Na sub-região do Meio-Norte, existem dois climas predominantes:

1. TROPICAL CONTINENTAL OU TROPICAL SEMIÚMIDO
Principais características:
Tem duas estações bem definidas o inverno é seco e frio e o verão é quente e chuvoso.

2. EQUATORIAL OU EQUATORIAL ÚMIDO
Principais características:
Ocorre em uma pequena faixa no oeste do estado do Maranhão.
Tem índice pluviométrico são mais elevados, aproximadamente 2000 mm, com temperaturas elevadas. É quente e chuvoso.

NA SUB-REGIÃO DO MEIO-NORTE, EXISTEM TRÊS TIPOS DE VEGETAÇÃO:

A vegetações de Cerrado, de Caatinga e a Mata dos Cocais.

Mata dos Cocais é considerada uma vegetação de transição entre a floresta equatorial (Amazônica) e a Caatinga. 

Mata dos Cocais é originalmente composta de espécies palmáceas (palmeiras), como o babaçu, a carnaúba e o buriti, além de arbóreas, como a oiticica. 

O crescimento do cultivo de soja vem provocando mudanças na vegetação original. 

EXTRATIVISMO vegetal (carnaúba, babaçu, buriti e oiticica) é a principal fonte de renda para as comunidades tradicionais extrativistas do Meio-Norte.

As comunidades tradicionais extrativistas são formadas por babaçueiras e quebradeiras de coco.

As babaçueiras e quebradeiras de coco praticam o uso sustentável dos recursos naturais para fabricar produtos como cestos de comida com as palhas das folhas, alimentos como azeite e farinha e até mesmo sabonetes.

INDÚSTRIA E AGROPECUÁRIA

As mudanças sociais e econômicas que vêm ocorrendo no Nordeste se manifestam principalmente no desenvolvimento das atividades agrícolas e industriais

A agricultura sempre teve grande importância econômica para o nordeste, desde seu passado colonial, com o cultivo da cana-de-açúcar, sobretudo na região da Zona da Mata, e pelo algodão e pela pecuária no interior.

O Sertão semiárido representa grandes dificuldades para a expansão geográfica de atividades como a agricultura em direção ao interior do Nordeste. 

AGROPECUÁRIA NORDESTINA

AGROPECUÁRIA: É a atividade econômica que está relacionada a prática da agricultura(cultivo do campo) como a pecuária (criação de animais).

Como o perfil da agricultura e da pecuária é marcadamente influenciado pelas características do solo e do clima, o desenvolvimento dessas atividades  apresenta  particularidades  em  cada  sub-região  nordestina.

 As regiões mais próximas ao litoral (Zona da Mata) apresentam maior desenvolvimento de cultivos agrícolas voltados para exportação e em grandes propriedades, geralmente monocultoras. É o caso da Zona da Mata Açucareira e a Zona da Mata Cacaueira.

A Zona da Mata Cacaueira ocorre principalmente na Bahia, mais especificamente no sul do estado, onde, desde o fim do século XVIII, se destaca a produção de cacau.

A Zona da Mata Açucareira vai do Rio Grande do Norte até a Bahia, sua principal produção é a cana-de-açúcar desde o período colonial.

A produção de cana-de—açúcar se desenvolveu devido ao clima Tropical litorâneo úmido e por uma faixa de solos com boa fertilidade (solo massapê).

Os principais estados produtores de cana-de--açúcar da região são Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Bahia.

Outros produtos Agrícola do Nordeste são:

Algodão, sobretudo no Ceará e na Paraíba.

Soja, cultivada principalmente nos estados da Bahia, Maranhão e Piauí.

Em áreas pouco irrigadas do interior nordestino, predominam cultivos de subsistência em pequenas propriedades, com destaque aos familiares.

O El Niño aumenta o período das secas, dificultando a agropecuária no Sertão em época de ocorrência deste fenômeno climático.

Na Bahia e Pernambuco por toda a extensão do Vale do Rio São Francisco e do Vale do Rio Açu, no Rio Grande   do   Norte, o desenvolvimento de agricultura irrigada muito produtiva, praticada em grandes propriedades visando a exportação.

Nos vales, a irrigação favoreceu o cultivo de frutas, voltadas também para a exportação.

INDÚSTRIA DO NORDESTE

Desde a metade do século XX, algumas iniciativas governamentais passaram a fomentar a industrialização nordestina. 

PARA AO DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA, FOI NECESSÁRIO CRIAR:

Infraestruturas viárias.

Políticas de isenção fiscal, com a redução ou eliminação da cobrança de impostos.

Grandes parques ou complexos industriais viabilizaram a expansão industrial na região

IMPORTANTES CENTROS INDUSTRIAIS DO NORDESTE:

As regiões metropolitanas de Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE)

REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR:

O município de Camaçari, considerado um importante polo petroquímico;

Nos municípios de Simões Filho e Candeias temos o Centro Industrial de Aratu que desempenha importante papel, dispondo, inclusive, de um porto.

A REGIÃO METROPOLITANA DE RECIFE:

É um polo de desenvolvimento tecnológico, com a presença de indústrias metalúrgicas e petroquímicas.

A REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA:

Distrito industrial de Maracanaú conta com a formação de um grande complexo de indústrias têxteis de fiação e tecelagem.

INVESTIMENTOS NA MELHORIA DO SISTEMA DE TRANSPORTE.

OS PRINCIPAIS portos do Nordeste são: Suape (PE), Itaqui (São Luís, capital MA) e Aratu (BA).

SUAPE é o maior porto em movimentação de cargas do Nordeste.

NO PORTO DE SUAPE (PE) há grande fluxo de contêineres e de petróleo.

PORTO DE ITAQUI (MA) se distingue pela movimentação de petróleo e de soja e minério de ferro vindos do estado do Pará.

O PORTO DE ARATU (BA) movimenta grande quantidade de petróleo e produtos químicos orgânicos.

QUANTO À INFRAESTRUTURA, a Região Nordeste se destaca na produção de energia eólica do país (Ceará) que é maior produtor nacional.

Os projetos de implantação de AEROGERADORES para fornecimento de eletricidade são de grande relevância, pois estão vinculados diretamente ao crescimento econômico da região.

O Nordeste conta com importantes usinas hidrelétricas, algumas delas instaladas ao longo do Rio São Francisco:

Hidroelétrica do Xingó - Canindé de São Francisco, SE.

Hidroelétrica de Sobradinho na cidade de Sobradinho, BA, próximo a Juazeiro.

Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, que abrange usinas localizadas nas divisas dos estados da Bahia, de Alagoas e de Sergipe.

Nos períodos de secas, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas acabam baixando, o que força a utilização de usinas termelétricas, que emitem poluição e causam danos ambientais, além de encarecer o valor pago pela energia.

Uma solução eficiente e menos impactante ambientalmente que tem sido adotada no Nordeste nos últimos anos, e tende a expandir no futuro, são as usinas eólicas.

O que é uma usina termelétrica?

Usina termoelétrica ou termelétrica é uma instalação que usa uma caldeira aquecida com água e produz vapor, o qual, em alta pressão, move as pás da turbina do gerador. Pode usar como combustível, como carvão mineral, óleo, gás, ou ainda biomassa como madeira, bagaço de cana, palha de arroz, etc

terça-feira, 9 de junho de 2020

8º ANO - COMPOSIÇÃO DOS ESTADOS E FORMAS DE GOVERNO



COMPOSIÇÃO DOS ESTADOS E FORMAS DE GOVERNO 

Os governos são parte essencial da constituição dos Estados, mas a organização deles não segue um padrão para todos os países.

Os governos podem se diferenciar:

Quanto à forma do Estado – podem ser unitários, federados ou confederados;

Quanto à forma de governo – podem ser monarquias ou repúblicas;

Quanto ao sistema de governo – podem ser presidencialistas, parlamentaristas ou mistos.

Quanto ao regime político: Podem ser autoritários ou democráticos.


ESTADOS DEMOCRÁTICOS E ESTADOS AUTORITÁRIOS

Para ser democrático, no sentido moderno do termo, os Estados devem ter alternância no poder com:

Eleições livres, plurais, regulares e pacíficas;

Deve ter liberdade de imprensa e de expressão;

Separação e independência entre os poderes executivo, judiciário e legislativo.

Nos países de governos democráticos a população DEVE TER maior direito de escolha e influência sobre as políticas públicas do país.

Apesar de poder escolher seus governantes, isso nem sempre garante que os governos serão os melhores possíveis, uma vez  que  muitos  países  enfrentam  problemas  relacionados  à  corrupção  nos  órgãos  estatais.

 NOS REGIMES AUTORITÁRIOS HÁ:

Corrupção;

Centralização do poder em um único partido ou grupo social que tem autoridade praticamente absoluta sobre as decisões;

Os governos autoritários promovem violações das liberdades individuais (restrições à liberdade de expressão) e políticas (perseguição de opositores)

A tripartição do poder é uma forma de organização política em que a autoridade é exercida pelos três poderes de forma separada.

Os três poderes são:

Legislativo responsável por elaborar as leis e composto de parlamentares, no Brasil, os Vereadores, Deputados estaduais, Deputados e os Senadores.
 
Judiciário responsável por administrar a justiça e o cumprimento das leis, composto de juízes, promotores de justiça, etc.

Executivo responsável por governar e administrar os interesses públicos de acordo com a constituição, sendo liderado pelo presidente, que é auxiliado pelos ministros.

O Brasil foi um Estado autoritário governado por um regime militar autoritário entre 1964 e 1985;

Durante os governos militares a cúpula das Forças Armadas concentrava a maior parte das decisões políticas, independentemente das preferências populares.

O Brasil em 1985, com o governo de José Sarney, um governo civil, o país iniciou uma transição democrática consolidada em 1988, com a aprovação da nova Constituição Federal, ainda hoje vigente


ESTADOS UNITÁRIOS, FEDERADOS E CONFEDERADOS

ESTADOS UNITÁRIOS são aqueles que têm apenas o poder central, sem ser dividido em unidades federativas, como o Uruguai ou a França,

ESTADOS FEDERADOS são aqueles que, constituem um sistema federativo de estados (ou províncias, como no caso da Argentina e da Espanha).

Nos estados federados o poder central conta com um conjunto de unidades federadas unidas em torno de uma Constituição Federal comum, porém tendo certa autonomia para fazer leis próprias, desde que não sejam contraditórias à Constituição.

Exemplos: Estados Unidos e o Brasil


ESTADOS CONFEDERADOS são aqueles que têm unidades federativas, as quais gozam de autonomia relativa maior que a dos estados federados;

O principal exemplos é o caso do Reino Unido, cujas unidades confederadas (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales) chegam a ter representações próprias em alguns eventos esportivos.

MONARQUIAS E REPÚBLICAS

Os governos monarquistas são caracterizados pela hereditariedade do poder, que passa de pai para filho,  formando dinastias a famílias que detêm o poder por várias gerações.

É comum o monarca governar por períodos de vários anos e até décadas.

A maior parte das monarquias atuais, é constitucional, ou seja, o exercício do poder pela figura do rei ou imperador tem sido cada vez mais limitado pelos sistemas parlamentares representativos.

Países como Suazilândia, no sul do continente africano, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e outros no Oriente Médio são exemplos de monarquias em que o monarca e sua família, a Família Real, mantêm amplos poderes sobre as decisões políticas desses Estados, que o torna autoritário.

O Vaticano é considerado um caso à parte, pois, em vez de uma dinastia, o monarca é escolhido por meio de uma eleição colegiada.

Repúblicas são caracterizadas pela alternância do poder, por meio da rotatividade dos líderes diante das instituições e dos cargos públicos.

Existe a separação entre o público e o privado, ou entre as instituições do governo, do Estado e a pessoa  que governa por meio de mandatos temporários. 

As repúblicas, por terem surgido historicamente de revoluções contra o totalitarismo das antigas monarquias absolutas, tendem a ser democráticas. 

Nem toda república é democrática, casos da China e do Irã, repúblicas cujos governos são considerados autoritários, pois não permitem o desenvolvimento do pluralismo partidário nem a liberdade de imprensa e de expressão.
Sistemas parlamentaristas, presidencialistas e mistos

As monarquias podem ser absolutas ou constitucionais - parlamentaristas

Os governos republicanos podem ser presidencialistas ou parlamentaristas.

Os sistemas parlamentaristas têm origem no processo de limitação dos poderes dos reis e dos imperadores das antigas monarquias absolutas.

No parlamentarismo, a função do chefe de Estado, que pode ser o monarca (nas monarquias) ou o presidente (nas repúblicas), é separada da função do chefe de governo.

O chefe de governo pode ser chamado de primeiro-ministro, chanceler na Alemanha ou presidente na Espanha.

 A função do chefe de Estado é mais simbólica ele não governa o país  representa o país em encontros e eventos com outros chefes de Estado.

O chefe de governo é quem realmente governa,

Tem um cargo em geral eletivo, portanto submetido direta ou indiretamente ao voto popular, e governa em colaboração com as casas legislativas (Câmara e Senado) ou parlamento;

No parlamentarismo há igualdade entre o executivo e o legislativo, de forma que as crises entre eles costumam resultar em rápida recomposição.

O chefe de governo pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições, também pode ser destituído (retirado do poder) pelos parlamentares e substituído;

No presidencialismo, o presidente é o chefe de Estado e o chefe de governo, que escolhe os ministros que chefiarão as diferentes áreas de atuação das políticas públicas do poder executivo.

O mandato popular de presidente, no sistema presidencialista, conta com a possibilidade de sua exoneração, em processo denominado impeachment (impedimento).

O presidente tem mais poderes que os chefes de governo dos sistemas parlamentaristas

OS SISTEMAS MISTOS

São opções intermediárias, em que o chefe de Estado é eleito, como no presidencialismo, mas é separado do chefe de governo, como no parlamentarismo.

O chefe de Estado compõe, com o chefe de governo, o poder executivo, adquirindo uma função mais ativa que no parlamentarismo.

Muitas vezes chamado de semipresidencialismo, o sistema misto pode ser encontrado em países como Portugal, França ou Argélia.







7º ANO - CARACTERÍSTICAS E DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL.




CARACTERÍSTICAS E DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL.

Elementos necessários para formação de um país são três, os principais são:
a) seu povo ou população, isto é, os cidadãos com seus costumes e suas culturas;
b) seu governo, do qual se originam as instituições e leis que serão seguidas; e
c) seu território, que é o espaço que delimita o exercício da autoridade do governo.

CARACTERÍSTICAS  DO BRASIL

Tem área territorial é de 8.547.403,5 km²

O Brasil é 5º maior país do planeta.

O Brasil é o maior país da América do Sul.

Localiza-se na posição centro oriental da América do Sul.

O Brasil está localizado totalmente no Hemisfério Ocidental. 

Tem maior parte de seu território, aproximadamente 93%, situa-se no Hemisfério Sul e 7% no hemisfério Norte.

Cortada pela da Linha do Equador na região norte, para pelos estados do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá.

Cortado pelo Trópico de Capricórnio que passa pelos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No sentido Norte-Sul, o país apresenta uma extensão territorial de 4 378,4 km.

No sentido Leste-Oeste, a extensão é de 4 326,6 km. 

Como se pode notar, o Brasil é maior no sentido Norte-Sul e a diferença é de apenas 51,8 km.

FRONTEIRA

O Brasil Faz fronteira com seguintes países da América do Sul:

Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana Suriname e Guiana Francesa ( da França)

Países que não fazem fronteira com o Brasil são: Chile e Equador.,

PONTOS EXTREMOS DO BRASIL

Norte - nascente do Rio Ailã, no Monte Caburai, em Roraima.

Sul - Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul.

Leste - Ponta do Seixas, na Paraíba.

Oeste - nascente do Rio Moa, na Serra Contamana, no Acre.

Séculos XX e XXI: mudanças na configuração das unidades da federação brasileira
No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, o Brasil se destacava como produtor agrícola, principalmente de café.

Devido à grande produção e a fatores externos, como aqueda nas exportações, provocou uma crise econômica e comprometeu a agricultura e causou problemas internos.

Diversas alterações marcaram o século XX no país, como o início da industrialização, o aumento da população urbana, a criação de Brasília e a mudança da capital.

Diversas   alterações marcaram o século XX no Brasil:
Início da industrialização.

Aumento da população urbana.

A Construção de Brasília e a mudança a capital.

A industrialização provocou:
Aumento das atividades econômicas das áreas urbanas;
Crescimento da taxa de população;
Mudou o perfil do Brasil no cenário internacional mudou.

ORGANIZAÇÃO POLITICA E ADMINISTRATIVA
A PARTIR DE 1988

O Brasil ou República Federativa do Brasil tem hoje 27 unidades da federação;

 26 estados e 1 Distrito Federal, que é a sede da capital federal, Brasília.

A PARTIR DE1940

o Brasil se chamava República dos Estados Unidos do Brasil;

O Brasil estava dividido em cinco grandes regiões,

As regiões tinham 20 estados mais o território do Acre e o Distrito Federal, que era a cidade do Rio de Janeiro.

Em 1960 a Capital Federal do país passou a ser Brasília.

Com a Segunda Guerra Mundial e a necessidade de promover maior desenvolvimento no interior de alguns estados, o governo criou:
Territórios federal do Amapá,
Territórios federal do Rio Branco (posteriormente Roraima),
Territórios federal da Guanabara (no antigo Distrito Federal)
Territórios federal do Guaporé (posteriormente Rondônia), entre outros,
Em 1962, o Acre passou de território a estado.
O número de unidades da federação continuou o mesmo até 1977, quando foi criado o Mato Grosso do Sul, desmembrado do Mato Grosso.
Com a promulgação da Constituição em 1988, todos os territórios federais transformaram se em estado.
Houve em 1988 a criação do estado do Tocantins, desmembrado de Goiás.

TERRITÓRIO BRASILEIRO E SUAS REGIÕES



DIVISÃO IBGE OU DIVISÃO ADMINISTRATIVA

Cria-se a região considerando características comuns.

A regionalização do IBGE é a mais utilizada em situações como nos programas do governo federal.

Os critérios utilizados pelo IBGE para dividir o Brasil em regiões de foram:

Aspectos físicos como o clima, relevo, hidrografia, vegetação, ou seja, características naturais;
Fatores econômicos da população;

Modo de vida da população

Divide em cinco regiões: Sul, Norte, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

DIVISÃO GEOECONÔMICA OU EM COMPLEXOS REGIONAIS.
Elaborada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger em 1967.

Regionalização baseada em características históricas e socioeconômicas do território nacional.

Nos Complexos Regionais alguns estados têm área territoriais em mais de uma região.


Divide em Três regiões geoeconômicas: Centro-Sul, Nordeste e Amazônia.