segunda-feira, 11 de junho de 2018

7º ANO ESPAÇO RURAL



ESPAÇO RURAL

As atividades primárias são aquelas liga-das  à  produção  de  matéria-prima  ou  de  produtos  que  ainda  podem  passar  por  processos complexos de transformação.

O espaço rural pode ser definido como um espaço onde há menor  concentração  populacional,  e  as  principais  atividades  econômicas praticadas estão ligadas ao setor primário da economia.

As atividades primárias desse setor estão relacionadas ao extrativismo, à pecuária e à agricultura.

  os  espaços  urbanos  apresentam  maior  concentração  populacional  e  predomínio  de  atividades  ligadas aos setores secundário e terciário da economia.

As atividades secundárias se relacionam à construção  civil  e  ao  setor  industrial,  sendo  responsáveis  pela  transformação  das  matérias-primas  e  pela  produção de mercadorias.

O setor terciário,  é um pouco mais complexo e envolve a administração pública, o transporte de produtos, o comércio e a prestação de serviços, como ocorre em escolas, hospitais, entre outros.

Diferenciar  esses  espaços,  contudo,  nem  sempre  é  fácil,  visto  que    áreas  rurais  que  apresentam  características  urbanas,  bem  como  áreas  urbanas  que  incorporam algumas características rurais.

Extrativismo: É a atividade relacionada diretamente à coleta ou extração de recursos naturais. Há três tipos de extrativismo: o mineral, o animal e o vegetal.

Pode-se afirmar que é uma das primeiras atividades humanas, já que  a  coleta  de  frutos  e  a  caça    ocorriam  bem  antes  da  agricultura. 

Os extrativismos vegetal e mineral estão ligados à própria história de nosso país, ainda hoje, essas atividades movimentam parte significativa das economias brasileira e mundial.

EXTRATIVISMO MINERAL

Brasil conta com importantes jazidas minerais em sua estrutura geológica, principalmente de petróleo e minério de ferro, os quais são matérias-primas  essenciais  a  diversos  setores  da  economia. 

O Brasil  dispõe  de  reservas  importantes  de  recursos minerais,  como  bauxita,  utilizada  na  fabricação do alumínio; cassiterita, usada em ligas metálicas; e manganês, com o qual se fabrica o aço.

 O Nióbio, no Brasil, tem 95% das reservas mundiais situam-se em nosso território, que de-tém cerca de 90% da produção mundial.O nióbio é um mineral metálico encontrado em rochas magmáticas intrusivas

O nióbio é muito empregado na produção de aço inoxidável, material muito resistente à corrosão, além de ser usado para fabricação de componentes  de  motores  de  automóveis,  ligas  de  implantes  cirúrgicos  e  em  propulsores de foguetes e satélites espaciais.

EXTRATIVISMO  ANIMAL 

É  a  retirada  ou  captura  de  espécies  animais as  formas  básicas  de  extrativismo  animal  são a caça e a pesca. A pesca é uma importante atividade econômica.

O Brasil tem 1,084  milhão  de  pescadores com uma produção anual de 765 mil toneladas de pescado. Esses números nos colocam entre os 20 maiores produtores de pescado do planeta;

O perfil da produção pesqueira pode ser classificado em duas categorias principais: a artesanal e a industrial.
A pesca artesanal é desenvolvida ao  longo  da  costa  ou  em  águas  continentais,  como  rios  e  lagos e é uma atividades para subsistência, com técnicas mais simples.

Comunidades de pescadores mais organizadas, que apresentam melhores condições de armazenamento e pontos de vendas.

A  pesca  industrial  apresenta  características mais sofisticadas, como instalações com boas condições de armazenamento, embarcações  maiores  e  métodos  que  utilizam  tecnologias avançadas.

Neste tipo de pesca também é possível a opção pela extração específica de alguma espécie.
A   caça é   proibida   no   Brasil   desde   1967.  

Os animais  silvestres  de  qualquer  espécie  não  podem  ser  caçados,  apanhados  de  seus    hábitats, tampouco comercializados. Isso não  vem  impedindo  a  ação  de  grupos  que  fazem  a  captura  desses  animais  para  comércio clandestino.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza, em determinadas épocas e para controlar a superpopulação da espécie, a caça de javalis e jacarés em certas regiões do Brasil.

EXTRATIVISMO VEGETAL

É a atividade econômica voltada à exploração dos recursos naturais vegetais.

O extrativismo é realizada por meio da coleta ou extração de produtos, como madeiras, fibras, sementes, raízes e frutos.

É um importante meio de vida para muitas das comunidades locais das áreas florestais, de forma geral,elas praticam o extrativismo de modo sustentável, o que garante a exploração contínua.

O extativismo vegetal não se trata simplesmente de retirar um produto, preocupa-se em garantir a recuperação da ve-getação, para que essa atividade seja praticada também pelos descendentes  e  pelas  próximas  gerações  das  comunidades. 

O  extrativismo  vegetal  pode  se  tornar  uma  das  formas de assegurar, em algumas regiões florestadas, o desen-volvimento  sustentável.

O desenvolvimento sustentável é  entendido  como  um  modelo  que possibilita conciliar a conservação da floresta com o aproveitamento econômico, mas não predatório, dos recursos que ela proporciona.

A região onde mais se pratica o extrativismo vegetal no Brasil é a Norte.

Os principais produtos retirados da região Norte são a madeira em toras, o açaí, a castanha-do-pará, o látex, o babaçu, muito utilizado pela indústria cosmética, entre outros.

Os estados do Maranhão e do Piauí destacam-se na produção de babaçu e carnaúba, na região da Mata dos Cocais, Região Nordeste.

RESERVAS EXTRATIVISTAS

São uma forma importante de assegurar a preservação ambiental. Elas são implantadas principalmente nos locais em que vivem comunidades tradicionais.

AS COMUNIDADES TRADICIONAIS são grupos que partilham de laços culturais comuns, com formas de organização social próprias, e que ocupam um espaço onde sobrevivem da exploração de determinados recursos naturais.

Exemplos de comunidades tradicionais que praticam o extrativismo de forma sustentável.

QUILOMBOLAS – comunidades de remanescentes de quilombos, antigos vilarejos rurais formados inicialmente por pessoas libertas da condição de escravizados e seus descendentes. A maior parte da população é  composta  de  afrodescendentes.  Vivem  da  agricultura,  mantendo  fortes  vínculos  com  sua herança cultural.

SERINGUEIROS – comunidades tradicionais que se mantêm graças ao extrativismo do látex, substância retirada das seringueiras para produzir a borracha.

RIBEIRINHOS    comunidades  que  vivem  próximo  aos  rios  e  que  dependem  principalmente  da  pesca  artesanal como fonte de renda.

CAIÇARAS – vivem na região litorânea e praticam atividades principalmente relacionadas à pesca, envol-vendo desde confecção de redes e artigos para pesca até a própria pesca artesanal.

PECUÁRIA

A  pecuária  é  uma  importante  atividade  econômica  desenvolvida  no  espaço  rural. 

Podemos  defini-la  como o conjunto de práticas e técnicas cujo objetivo é a criação de animais com fins comerciais.

No Brasil, está  relacionada  principalmente  à  criação  de  bovinos,  mas  também  podemos  citar  a  criação  de  suínos  (porcos),  galináceos  (galinhas  e  frangos),  equinos  (cavalos),  caprinos  (cabras  e  bodes),  ovinos  (ovelhas),  entre outros.

Analise do gráfico da página 09

Observe os gráficos a seguir. Eles mostram a participação na produção de suínos e frangos por região do país no segundo trimestre de 2016
  
Como você pôde perceber por meio dos gráficos, a Região Sul é a principal produtora de suínos e de frangos do país.
O estado de Santa Catarina destaca-se em relação aos suínos, ao passo que o Paraná é o maior produtor de carne de frango. Contudo, a criação de bois ainda é a atividade pecuarista mais praticada no Brasil.

Estima-se que, em 2015, o rebanho bovino brasileiro ultrapassava 212 milhões de animais – nessa contagem também se incluem os bufalinos (búfalos), produzidos principalmente no estado do Pará.

O país é detentor do segundo maior rebanho bovino do mundo, atrás apenas da Índia, em total de animais. Mesmo assim, temos o maior rebanho comercializável, visto que, como o animal é considerado sagrado na Índia, isso impede, na maioria das vezes, seu abatimento e sua comercialização.

A  pecuária  brasileira  apresenta  duas  categorias  principais:  a  extensiva  e  a  intensiva. 
Essa  classificação  tem  como  base  alguns  elementos,  como  a  forma com que os animais são mantidos nas pastagens, os recursos utilizados, a composição do rebanho, entre outros.

PECUÁRIA  EXTENSIVA:

Forma  de  produção  na  qual  o  rebanho  fica  solto  em  pastagens  com  áreas maiores (se comparadas às da pecuária intensiva).
Utilizam-se técnicas simples, o que acaba reduzindo o custo de produção.
Em algumas regiões, como a do Pantanal Sul-Mato-Grossense, há  uma  modalidade  de  pecuária  conhecida  como  ultra extensiva,  com  rebanhos  soltos  em  pastagens ocupando áreas ainda maiores.

PECUÁRIA  INTENSIVA: 

Forma  de  produção  em  que são empregadas tecnologias mais sofisticadas, como monitoramento e acompanhamento do rebanho com veterinários, seleção de raças e confinamento, ou seja, os animais são mantidos em  áreas  relativamente  pequenas,  onde  recebem o tratamento adequado para favorecer seu desenvolvimento.

PECUÁRIA SEMI-INTENSIVA

Há também uma modalidade intermediária de pecuária a semi-intensiva, na qual o rebanho, apesar de mantido em pastagens, recebe acompanhamento com uso de pouca tecnologia.
OBS:
As  atividades  ligadas  ao  espaço  rural  apresentam  características  peculiares  e  são  bastante  diferentes,  porém o uso de tecnologia no campo é cada vez maior, mudando a antiga visão do espaço rural como um lugar onde a tecnologia não se aplica.

AGRICULTURA

O Brasil é historicamente um país agroexportador, exporta mercadorias produzidas pela agricultura e pela pecuária.

Essa característica tem pontos altos e baixos, mas faz da agricultura um importante setor da economia nacional e torna o país muito importante na produção mundial de alimentos NO MUNDO;

O Brasil é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo.

Um dos fatores que dificultam que nossa participação no mercado mundial de alimentos seja ainda maior são os subsídios agrícolas que os governos de países desenvolvidos dão aos seus produtores a fim de venderem mais barato.
  
AGRONEGÓCIO:
Agronegócio é toda a relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária.

O agronegócio envolve toda a cadeia produtiva relacionada às atividades de cultivo e de criação de animais.

O agronegócio vais desde:

O transporte, o armazenamento e a produção de subprodutos de gêneros agropecuários até a produção de suprimentos agrícolas.

É comum, no entanto, a associação da palavra “agronegócio” apenas a grandes empresas que atuam no setor agropecuário, o que não é verdadde.

O agronegócio contribuiu para as exportações de commodities  brasileiras, produtos  que  funcionam  como  matérias--primas no mercado mundial, pois são utilizados para a produção de outras mercadorias.

Subsídios  são  incentivos  dados   tanto   em   forma   de  capital  quanto  em  facilidade  de  financiamento  com  juros  abaixo  dos  aplicados   pelo   mercado   e  com  grandes  prazos  de  pagamento. 

Analise do gráfico da página 13







Enquanto  as  importações  de  produtos  agroalimentares    têm  se  mantido  relativamente estáveis, com variações moderadas, as exportações  vêm crescendo sistematicamente quase todos os anos.

Com isso, a balança comercial, representada pela linha preta, também tem apresentado saldos contínuos e quase sempre crescentes.

Entre  os  fatores  que  contribuíram  para  o  crescimento  da  produção  agrícola  do  Brasil  e,  consequentemente,  de  suas  exportações,  está  a  diversidade  de  gêneros  cultivados,  pois  as  características  naturais  do território possibilitam uma grande variedade de culturas.

Soma-se a isso o aumento da demanda nos países asiáticos, principalmente na China, e o crescimento da produtividade das lavouras por meio do uso intenso  de  tecnologias  desenvolvidas  por  pesquisadores  brasileiros  considerando  as  particularidades  de  nosso país.

FATORES NATURAIS

O  desenvolvimento  da  agricultura  não  depende  apenas  da  necessidade  ou  da  vontade  de  cultivar  o  solo. Alguns fatores alheiam à vontade humana também interferem diretamente na produtividade agrícola, podendo tanto ajudar quanto atrapalhar os cultivos. 


Os principais elementos que influenciam a agricultura são o solo, o relevo e o clima.

SOLO

Conforme  você  estudou,  trata-se  da  camada  superficial  da  crosta. 
Forma-se  por  meio  de  processos  externos de desgaste de rochas e decomposição de matéria orgânica.
As características naturais desse elemento influenciam diretamente a agricultura, pois há os mais férteis, ou seja, mais produtivos, e os inférteis.
Apesar de se destacar no setor, o Brasil não apresenta solos muito férteis, de modo geral.
A fertilidade de um solo está relacionada à maior concentração de nutrientes facilmente absorvidos pelas plantas. Entretanto, em regiões tropicais e subtropicais, caso de grande parte do país, a umidade presente no solo acaba aumentando a concentração de alumínio, componente que diminui sua produtividade

RELEVO

A forma do relevo é outro importante fator que pode influenciar  a  produtividade  do  solo. 

Nas  regiões  mais  planas,  geralmente os solos são mais profundos e bem drenados, isto é, a penetração e a circulação da água são facilitadas.

Já as regiões com  relevos  mais  íngremes  costumam  apresentar  solos  mais  rochosos e mais rasos, o que dificulta a prática da agricultura.

Áreas assim estão mais sujeitas à ação da erosão e de escorregamento do solo, além da dificuldade da utilização de máquinas.

No entanto, o uso de técnicas adequadas pode amenizar tais problemas e garantir a produtividade mesmo em terrenos irregulares.

CLIMA      

Não  é  raro  ocorrer fenômeno  climático  ruins para plantações  e  as  colheitas,  como  secas  prolongadas,  excesso  de  chuvas  ou  geadas. 

Oclima é  condicionante para certos  tipos  de  cultivos, pois alguns produtos não se adaptam a determinados tipos de climas. 

A  produção  agrícola  brasileira  é  bastante    diversificada, devido a variedade

A  diversificação é  em virtude da adaptação de certos cultivos às condições climáticas de cada região.

A cana-de-açúcar, por exemplo, é típica de regiões tropicais  mais  quentes,  enquanto  maçãs,  pêssegos  e  uvas  se  desenvolvem melhor em regiões com climas mais frios, como os que são característicos da Região Sul.

PARTICULARIDADES DO BRASIL

O Brasil apresenta dois casos em que também foi possível superar barreiras naturais à produção agrícola: 
A soja  no  Cerrado  e  o  da  uva  no  Nordeste.

A soja e a uva,  são  culturas  originais  de  climas  mais  frios  ou  temperados que vêm sendo desenvolvidas em regiões de clima tropical quente, além de estarem em solos impróprios para elas.

O uso de tecnologia tanto para o aperfeiçoamento de sementes de espécies mais  resistentes  às  altas  temperaturas  quanto  para  o  manejo  adequado  do  solo  promoveu  a  prática  da  agricultura em locais com solos que não eram naturalmente muito férteis.

Em 2015, a Região Nordeste foi responsável pela produção de 12,6% da safra de uvas brasileiras, com destaque para os estados de Pernambuco e da Bahia, no  Vale  do  Rio  São  Francisco,

O cultivo  de  uva  ocorreu  em  razão  de  diferentes  ações  humanas.  Entre  elas, o melhoramento genético das variedades, como algumas desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Outra ação importante foi a irrigação das áreas cultivadas.

Em relação à soja, nosso país desponta como o maior exportador do mundo, em grande parte em decorrência  das  plantações  na  região  do  Cerrado,  as  quais  foram  possíveis  principalmente  por  causa  de  pesquisas elaboradas pela Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa).


MODERNIZAÇÃO AGRÍCOLA E ESTRUTURA FUNDIÁRIA BRASILEIRA

Temos no Brasil uma conhecida desigualdade na distribuição das terras, uma vez que grandes propriedades rurais se concentraram, historicamente, nas mãos de um número relativamente pequeno de donos.

O padrão de organização e distribuição das propriedades rurais no território, levando em conta principalmente o tamanho e a quantidade delas, corresponde à estrutura fundiária do país.

Com a industrialização em meados do século XX ocorreu:

As terras destinadas à produção agrícola comercial, a monocultura voltada para abastecer os mercados externos, passaram a se desenvolver em ritmo bastante acelerado.

As propriedades rurais familiares(minifúndios), tornaram-se pouco rentáveis, pois,cederam a concorrencia dos grandes produtores;

Os grandes produtores têm acesso a melhores tecnologias e podem produzir em grande escala, o custo da produção por unidade fica mais baixo.

Com custo baixo, os grandes produtores conseguem vender a preços menores, enquanto os pequenos produtores, se não tiverem acesso às linhas de crédito e tecnologias modernas, têm dificuldades para competir.

Muitos pequenos produtores não detinham documentação das terras(herdadas dos pais), mas há gerações tinham a posse e o direito de utilizá-las.

Pessoas poderosas que conseguiam documentos falsos e explusavam os pequenos produtores de suas terras(grilagem).

Motivos do desemprego no campo e aumento do êxodo rural.

A falta de planejamento governamental e a crise econômica que ocorreu na década de 1980 e em parte da década de 1990 dificultaram a aceleração da produção e a criação de postos de trabalho no campo, reduzindo o número de propriedades produtoras.

Dessa forma, o êxodo rural está associado ao crescimento acelerado das cidades e à incapacidade de elas absorverem tamanha mão de obra, o que resultou em profundas desigualdades socioeconômicas nos espaços urbanos.(cidades)

TAMANHO DAS PROPRIEDADES

As  propriedades rurais podem ser classificadas  como  minifúndio  ou  latifúndio.

OS MINIFÚNDIOS podem ter tamanhos diferenciados de acordo com a região ou o estado, mas, trata-se de propriedades rurais com área inferior a 10 hectares.

OS LATIFÚNDIOS são as propriedades rurais com mais de 1 000 hectares.

AGRICULTURA  FAMILIAR: é aquela realizada em propriedades menores, de até quatro módulos fiscais. Utiliza, predominantemente, a mão de obra familiar, mas pode contratar trabalhadores externos para auxiliar nas atividades.

A   agricultura   familiar   cultiva   uma   variedade   grande de gêneros, especialmente os consumidos pelo mercado interno brasileiro, embora possa haver exportação de produtos.

Agricultura Não Familiar Ou Patronal: é especializada em produzir um tipo de  cultivo  em  larga  escala  utilizando  grandes  áreas. 

Usa  tecnologias sofisticadas para assegurar a produtividade, e boa parte da produção é destinada à exportação, porém com volumes significativos voltados também ao mercado interno.

REFORMA AGRÁRIA

A reforma agrária é um conjunto de medidas que visa redistribuir as terras alterando a estrutura fundiária de um local, no intuito de promover a produtividade e a igualdade social.

O governo desapropria áreas rurais que não estão cumprindo a função social da terra, estabelecida pela Constituição de 1988;

O não comprimento da função social da terra  é quando que uma área é improdutiva quando não utiliza os recursos de forma considerada responsável com o ambiente, ou quando não respeita os direitos e o bem-estar de trabalhadores e moradores.

Se, de acordo com os critérios estabelecidos, uma propriedade não cumpre tal função social, ela pode ser desapropriada pelo governo, mediante indenização.

Nesse caso, o dono é pago  com  o  valor  estimado  das  terras  e  das  benfeitorias.

Por  sua vez, essa propriedade pode ser destinada à reforma agrária, sendo dividida e distribuída entre famílias de trabalhadores rurais que não possuem terras.

Para  tentar  pressionar  o  governo  a  realizar  os  processos  de  reforma agrária, surgiram movimentos sociais de trabalhadores rurais sem-terras.

O objetivo dos trabalhadores rurais sem terra  é fazer com que os imóveis que não cumprem a função social da propriedade sejam redistribuídos.

Um dos movimentos mais conhecidos no Brasil é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que utiliza, entre suas práticas, a realização de passeatas e manifestações.

No entanto, algumas de suas ações causam polêmicas, como a de acampar no interior das propriedades que eles alegam não cumprir suas funções sociais, sendo acusados de invadir  fazendas. 

Na  visão  do  movimento,  as  propriedades  estariam  sendo ocupadas legalmente, e não invadidas.

A reforma agrária pode ser um caminho para diminuir a tensão social nos grandes centros urbanos, mas precisa ser realizada de forma organizada.

O governo tem um papel fundamental no que se  refere  a  planejamento  e  apoio,  seja  em  forma  de  financiamentos,  seja  fornecendo  consultoria  técnica  para que as pessoas assentadas obtenham seu sustento dignamente, ao mesmo tempo que contribuem com a produção de alimentos.

No Brasil, essa tem sido uma das principais dificuldades encontradas no processo, pois, muitas vezes, os  assentamentos  acabam  sendo  realizados  em  áreas  distantes  dos  centros  consumidores,  com  pouca  infraestrutura para transporte e comunicação.

Os agricultores assentados também não têm condições de desenvolver a produção apenas com a documentação de propriedade da terra.

É necessário apoio técnico para que sejam competitivos no mercado.

Além  das  questões  sociais  mencionadas,  o  meio  rural  apresenta  problemas ambientais.

Entre os principais, podemos citar a poluição de  rios  e  do  solo  pelo  uso  de  herbicidas  e  a  erosão. 

A  erosão,  sem  dúvida, afeta muito o espaço rural, pois resulta em perda do solo e de áreas cultiváveis e no assoreamento dos rios.



7º ANO ESPAÇO RURAL