segunda-feira, 27 de março de 2017

8º ANO ORIENTE MÉDIO - RESUMO

ORIENTE MÉDIO

O Oriente Médio é chamada a porção do continente asiático localizada nos limites com a África e a Europa.
É uma das regiões mais conflituosas de todo o mundo

Os motivos que levam aos conflitos:

Tem grandes jazidas petrolíferas (reserva de petróleo),
Disputas de territórios;
Questões de ordem religiosa.
No Oriente Médio originaram-se três importantes religiões: cristianismo, islamismo e judaísmo.
Nos países que formam o Oriente Médio, prevalece a religião muçulmana e a língua árabe.
Por isso, de maneira geral, os habitantes dessa região são conhecidos erroneamente como árabes, independentemente de sua nacionalidade.
Além dos árabes, há um país cuja maioria da população segue o judaísmo: Israel, Estado reconhecido pela ONU em 1948

A Disputa pelo Petróleo

Os conflitos religiosos são alimenta-dos por uma forte disputa econômica.
A maior parte dos países do Oriente Médio está localizada sobre uma enorme reserva  petrolífera,  despertando  o  interesse  de  países  como  os  Estados  Unidos  e  nações europeias na região.
Os  maiores  exportadores  de  petróleo  do mundo estão  no Oriente Médio. 
O petróleo tem grande  importância  estratégica e econômica para o Oriente Médio, tendo em vista que o petróleo é a principal fonte de energia para a maioria dos países do mundo.

O rancor dos árabes no Oriente Médio tem como motivos:

Os conflitos ocorridos após a formação do Estado de Israel
Constante presença de militares de países ocidentais, principalmente dos Estados Unidos
Grupos radicais(fundamentalistas) têm praticado atos de violência (terrorismo), vitimando pessoas inocentes.
Um dos grupos que agiu (e ainda age) na região corresponde à Al Qaeda, que também planejou e executou os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
Sequestraram aviões comerciais e os lançaram contra a cidade de Nova Iorque e o Pentágono, centro de decisões militares dos Estados Unidos, localizado na cidade de Allington, no estado de Virgínia.
Maior ataque terrorista sofrido pelos  Estados Unidos em seu território morreram mais de 3 000 pessoas

Os ataques de 11 de setembro de 2001 estão entre os principais fatos do início deste século. 
A sua repercussão foi imediata e milhares de telespectadores  puderam  acompanhar,  ao  vivo,  as  cenas  de  terror  quando  desabaram  as torres gêmeas, que compunham o complexo comercial do World Trade Center (WTC).

Reação ao Atentado

Os Estados Unidos desencadearam uma caçada aos líderes da Al Qaeda.
Invadindo o Afeganistão, governado pelos Talibãs, grupo fundamentalista que dava abrigo e apoio a Al Qaeda.
A princípio, as buscas aos líderes da Al Qaeda no Afeganistão não tiveram êxito.
Os Talibãs foram retirados oficialmente do poder e em seu lugar foi instituído um governo de transição.
Os ataques estadunidenses ao Afeganistão causaram dor e sofrimento à população civil do país que, na maioria dos casos, não possuía nenhuma ligação com a Al Qaeda e o Talibã,

Captura de Osama Bin Laden

Ocorreu em 2011, dez anos depois dos atentados.
O saudita Osama bin Laden, considerado o líder da Al Qaeda e mentor dos ataques aos Estados Unidos, estava escondido em uma casa na cidade de Abbotabad, próxima a Islamabad, capital do Paquistão.
Fundamentalista: São grupos dentro das diversas religiões, como no cristianismo, no judaísmo e no islamismo, que fazem a interpretação literal dos livros sagrados, ou seja , pregam que as leis de seus livros sagrados tem que ser cumprido à risca.

A questão do Iraque

 Iraque é um importante produtor de petróleo que, no ano de 1990, promoveu a invasão do vizinho Kuwait. O governo do Iraque (presidido por Saddam Hussein),
Motivo real para a invasão do Kuwait:
1. Recuperar suas finanças  devido  a  um  conflito  com  o Irã nos anos 1980;
Motivo alegado para a invasão do Kuwait:
2. Acusava o Kuwait de extrair petróleo acima das cotas estabelecidas e, com isso, baratear o preço do produto no mercado internacional
A invasão das tropas do Iraque no Kuwait durou pouco tempo;
Dia 17 de janeiro de 1991, um massivo ataque aéreo, autorizado pela Organização das Nações Unidas e chefiado pelos Estados Unidos (chamado de “tempestade no deserto”) foi iniciado e, em pouco mais de um mês, as tropas iraquianas deixaram o Kuwait.
Em 2003, dois anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo estadunidense voltou a atacar o Iraque.
Os motivos

Buscar e eliminar supostas armas de destruição em massa que estariam sendo produzidas pelo governo de Saddam Hussein;
O Iraque era considerado como refúgio para membros da Al Qaeda.
Entre 2003 e 2011, as tropas estadunidenses ocuparam o Iraque e  capturaram Saddam Hussein, em 2003 e condenado à forca por crimes de guerra,  promovido  o  genocídio  de  curdos  no  norte  do  país.
 As  supostas  armas  de destruição em massa nunca foram encontradas e o Iraque, atualmente, é uma nação destruída que procura se restabelecer com um governo próprio.

O IRÃ E A TECNOLOGIA NUCLEAR

A  República  Islâmica  do  Irã  é  um  dos  maiores países do Oriente Médio, tanto em população como em área territorial.
É um dos maiores  exportadores de petróleo de todo o mundo e, por isso, tem papel importante na economia global.
Na  década  de  1950,  os  governos  iraniano  e  estadunidense  desenvolveram  o  programa  Átomos  pela  Paz,  que  tinha  como  principal  objetivo levar o país asiático ao desenvolvimento de um programa de geração de energia nuclear .

Fatores que levaram a Revolução Islâmica de 1979.

1. A insatisfação da população (de maioria muçulmana) com a chamada “ocidentalização” do país;
2. A falta de liberdade de expressão para os opositores do sistema;
3.. O aumento da pobreza e aos elevados índices inflacionários,

 Consequências da Revolução Islâmica de 1979.

1. O rompimento das relações entre o Irã e os países ocidentais, principalmente os Estados Unidos.
2. Nas décadas seguintes, a República Islâmica do Irã deixou de lado seu programa nuclear.

O Irã a partir de 2005

O presidente Mahmoud Ahmadinejad retomou o programa nuclear iraniano sob o controle da Organização de Energia Atômica do Irã,  e com objetivo pacíficos de produzir energia para o abastecimento energético da população e de seus setores produtivos.
Os  Estados Unidos e o Reino Unido desconfiam  que  o  governo  iraniano  tenha  intenções  de  desenvolver  a  tecnologia nuclear com a finalidade de produzir armas atômicas, o que contraria o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares .
O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares ,  que entrou em vigor no ano de 1970 e, atualmente, conta com 190 países signatários.
De  acordo  Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares,  cinco  países  são  considerados  detentores  de  armas  nucleares: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China. Esses países são, também, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU;
O Conselho de Segurança da ONU é o órgão que tem entre sua principal atribuição mediar situações de conflito entre os países, definindo a posição da entidade diante de situações de litígio.
A Índia, Paquistão e Israel são países que possuem tecnologia para o desenvolvimento de armamentos nucleares, e não participam do tratado.
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entidade ligada à ONU, cujo objetivo é inspecionar instalações de geração nuclear pelo mundo para se certificar de que o uso desse tipo de energia está sendo realizado estritamente com fins pacíficos.

Os conflitos do Oriente Médio

Os conflitos do Oriente Médio influencia todo o planeta, principalmente no preço do petróleo no mercado mundial, esse fato encarece os combustíveis e derivados  e aumentando o custo de vida das populações.
Além do petróleo, causam questões humanitárias, pois muitas pessoas inocentes são prejudicadas e acabam se refugiando em países estrangeiros, vivendo, muitas vezes, em situações precárias.
Por isso, notícias sobre questões que envolvem o Oriente Médio são frequentes nos meios de comunicação.

Expansão do Islã

O islamismo, religião monoteísta, associado a Maomé, que nasceu em Meca, Arábia Saudita, aproximadamente no ano 570.
Em Meca Proclamou-se mensageiro de Deus (Alá)  e tornou-se líder religioso e político em Medina em 622.
No ano de sua morte, 632, Maomé já havia conseguido unir o país.
A expansão do islamismo se deu por meio de conquistas de áreas próximas pelos seus sucessores, chamados de califas.
Menos de 30 anos após a morte de Maomé, a religião muçulmana havia se expandido pelo norte da África e pelo sul da Ásia.
Governos muçulmanos mais radicais, interpretam de forma errada alguns preceitos (leis) religiosos e privam sua população do direito de liberdades básicas, como a escolha da forma de se vestir, que religião professar e o caminho profissional a seguir.
Um  exemplo dessa radicalização é à  perseguição  que  as  mulheres  sofrem  nos  países  islâmicos  mais  radicais,  como  o  Afeganistão, localizado ao leste do Oriente Médio, no qual elas são  obrigadas  a  utilizar  a  burca,  tipo  de  vestimenta  que  cobre  todo o corpo.
Alguns  países  de  religião  muçulmana impõem à população antigos  e  radicais  preceitos  religiosos,  outros apresentam formas de gestão que separam a religião do Estado.
A Turquia,  é país  de  maioria  muçulmana,  porém  com  um  Estado  laico,  no  qual  religião  e  Estado  encontram-se oficialmente separados.

A PRIMAVERA ÁRABE

Em  dezembro  de  2010,  um  jovem  tunisiano,  desempregado,  ateou  fogo  ao  próprio  corpo como manifestação contra as condições de vida no país.
Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe.
Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois.
Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987.
No Egito, a Primavera Árabe provocou a saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, o qual enfraquecido pelas manifestações, renunciou dezoito dias depois;

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9º ANO ROTEIRO QUESTÕES CAP. 11