quarta-feira, 6 de julho de 2011

8º ANO - DIVERSIDADE FÍSICA E AMBIENTAL DA ÁSIA

DIVERSIDADE FÍSICA E AMBIENTAL DA ÁSIA

Na Ásia há desde áreas desérticas até áreas com água em abundância.

Esse continente apresenta as maiores e as menores altitudes do planeta.

 Ásia é o maior dos continentes, possuindo uma área de cerca de 44 milhões de km2, o que corresponde a 1/3 das terras emersas do planeta.

Dos sete maiores países do mundo em extensão, três são asiáticos.

Abriga mais de 50% de toda a população mundial.
Nes­se continente está os dois países mais populosos do mundo, a China - com cerca de 1,3 bilhão de habi­tantes - e a índia - com mais de 1,1 bilhão de pessoas.

A população do con­tinente asiático não está uniforme­mente distribuída pelo território. Existe uma profunda relação entre as características físicas e a distribuição populacional.

Em geral, as popu­lações tendem a se concentrar nas planícies, que são atravessadas por grandes rios sujeitos às cheias que se dão em virtude das chuvas, fator que beneficia a atividade econômica predominante, ou seja, a agropecuária.

Parte do continente asiático está sujeito à intensa ação de terremotos, maremotos e vulcanis­mos. Isso acontece em razão da movimentação das Placas Tectônicas.

De acordo com a Teoria da Tectônica de Placas, proposta por Harry Hamond Hess no século XX, a superfície da Terra (Litosfera) está dividida em placas que variam de espessura (podendo chegar a 50 km) e que se movem em contato com o manto superior (astenosfera), fato que provoca terremotos, erupções vulcânicas e a formação de cadeias montanhosas.

Há cerca de 65 milhões de anos, a placa indiana chocou-se com a placa asiática, formando a Cordilheira do Himalaia. Contudo, essa movimentação não cessou, ela permanece até os dias atuais.

Nas áreas onde há encontro de Placas Tectônicas, são comuns os vulcões. Inclusive o sul e sudeste da Ásia localizam-se dentro do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, área que se estende da Cordilheira dos Andes às Filipinas, e onde se concentra a maioria dos vulcões em atividade do planeta.

É nessa parte da Ásia que ocorrem os tsunamis, palavra originária do japonês, que significa  onda grande. Essas ondas podem chegar até 30 metros de altura e, dependendo de seu tamanho, são devastadoras, como as que atingiram o sudeste da Ásia no início deste século.

Tsunamis são ondas de grande energia geradas por abalos sísmicos que podem ser causa­das por qualquer movimento abrupto no interior da Terra ou por uma erupção vulcânica. A maio­ria dos tsunamis ocorre no Oceano Pacífico, por ser uma área cercada por atividades vulcânicas e frequentes abalos sísmicos.

Como resultado das constantes movimentações das Placas Tectônicas, a Ásia é o continente que apresenta as maiores altitudes do planeta.
Além da Cordilheira do Himalaia, que se estende pela fronteira entre a China, a índia e o Nepal, e onde se localiza o Pico do Everest, que é considerado o ponto mais alto do planeta, ocorrem outras formas de relevo, como as planícies, os planaltos e as depressões.

A maior parte das planícies asiáticas é atravessada por rios que desempenham importante papel na economia do continente, pois são intensamente utilizados na atividade agrícola, nas planícies de inundação, por meio da irrigação, sendo predominante o cultivo do arroz, base da alimentação da população local.

Nessas planícies, encontram-se as maiores concentrações po­pulacionais da Ásia.

As características das principais planícies asiáticas.

A Planície Mesopotâmica, localizada no Iraque, é cortada pelos rios Tigre e Eufrates.

Possui grande importância econômica para a região, pois, com o predomínio do clima desértico, foram construídos vários canais de irrigação, fato que contribuiu para a intensificação da prática agrí­cola.

A Planície Indo-Gangética, localizada entre o Paquistão e a índia, é atravessada pelos rios Indo e Ganges. Essa planície formou-se pela deposição de se­dimentos provenientes das montanhas e trazidos pe­los rios, gerando solos férteis.

A planície desses rios é intensamente utilizada na agricultura, além de nela es­tarem localizadas as principais cidades da índia, como Nova Déli e Mumbai.

A Planície do Mekong abrange os países Laos, Camboja e Vietnã e é cortada pelo Rio Mekong, impor­tante para a prática da agricultura irrigada, sobretudo no cultivo do arroz.

Há grande concentração populacio­nal ao longo dessa planície.

A Planície Chinesa é cortada pelos rios Yang-Tsé (Azul) e Hoang-Ho (Amarelo);

É coberta por um tipo de solo chamado loess de origem eólica, de cor amarelada e de grande ferti­lidade, intensamente utilizado para a agricultura;

Em razão dessa atividade, ao longo dessa planície, encon­tram-se grandes concentrações populacionais.


A Planície Siberiana está situada no norte da Rús­sia e é a mais extensa do continente, com 7 milhões de km2.

É atravessada pelos rios Ob, Lena e lenissei, cujas águas permanecem congeladas durante grande parte do ano, transformando-se em grandes estradas.

Na pri­mavera, ocorre o degelo, provocando inundações.

Do ponto de vista econômico, os principais rios da Ásia são: Tigre e Eufrates, Jordão, Indo, Ganges, Mekong, Azul e Amarelo.

Em sua maior parte, os rios asiáticos possuem regime pluvial e nival, isto é, são alimentados pelas águas provenientes das chuvas e do derretimento das neves das montanhas e das áreas ao norte da Ásia.

Esses rios são intensamente utilizados para irrigação de áreas agrícolas, abasteci­mento, pesca e transporte.

Alguns também são utilizados para a produção de energia.

No Rio Yang-Tsé, por exemplo, foi edificada a maior usina hidrelétrica do mundo, a Usi­na de Três Gargantas, que está entrando em pleno funcionamento.

Ela foi construída com o objetivo de suprir a demanda chinesa por energia e reduzir sua dependência de carvão e petróleo.

PLANALTO ASIÁTICOS

Os planaltos possuem elevadas altitudes, como é o caso do Planalto do Pamir, também denominado de "telhado ou teto do mundo", pois apresenta cerca de 4 000 metros de altitude.

Além dele, há vários outros, como o Planalto do Tibete, localizado na Cordilheira do Himalaia.

Nos vales desses planaltos, há concentra­ções populacionais que desenvolvem o cul­tivo de trigo e arroz e a criação de carneiros e iaques, típicos da região.

O Planalto da Mongólia é formado por extensas pradarias.

O do Decã (localizado na parte centro-sul da índia) possui forma­ção geológica antiga e cristalina e apresenta recursos minerais, como ferro e manganês.

No Planalto da Anatólia, está localizada grande parte da Turquia, inclusive sua capi­tal, Ancara. Os da Arábia e do Irã estão si­tuados no Oriente Médio.

O Planalto Central Siberiano, que é ocupado, sobretudo, por florestas de coníferas, apresenta abundân­cia de recursos minerais, como carvão, ferro e gás natural.

Além das planícies e dos planaltos cita­dos, a maior depressão absoluta do mundo encontra-se na Ásia.

Trata-se do Mar Morto, localizado 395 metros abaixo do nível do mar. Nele, desemboca o Rio Jordão, cujas águas são importantes para a economia de Israel e da Jordânia.

Depressão absoluta é uma área ou porção do relevo que está situada abaixo do nível do mar.

CLIMA E VEGETAÇÃO NA ÁSIA

Em relação à posição geográfica, a Ásia possui terras que se estendem desde altas latitudes, no Círculo Polar Ártico, até áreas tropicais, no sul do continente.

A maior parte do seu território está dentro da Zona Climática Temperada.

Na Ásia, especificamente no Sul e Sudeste do continente, ocorrem os ventos de monções.

Esses ventos são sazonais, isto é, variam de intensidade e direção no inverno e no verão, pois são resultado das massas de ar que se deslocam das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão.


As monções de inverno correspondem às massas de ar frio e seco que se movimentam do continente asiático em direção ao Oceano índico, causando longos períodos de estiagem.

As monções de verão são quentes e úmidas, formam-se em áreas de alta pressão no Oceano índico e se dirigem para sul e sudeste da Ásia.

Elas provocam fortes chuvas que geram cheias nos rios.

As águas ficam carregadas de sedimentos e matéria orgânica em suspensão, fator que aumenta a fertilidade do solo das planícies fluviais.

Por essa razão, contribuem decisivamente para a prática agrícola na região, sobretudo para a rizicultura ( ARROZ).

As monções de verão, que atingem o sul e o sudeste da Ásia, têm grande importância para a população local, que espera as chuvas para iniciar a semeadura.

Essas chuvas provocam as cheias dos rios cujas águas, carregadas de sedimentos, depositam matéria orgânica nas planí­cies fluviais.

Contudo, essas cheias podem também ser catastróficas e provocar destruições de campos de cultivo, estradas, habitações, entre outros.

No sul e sudeste da Ásia, isto é, nas áreas de baixa latitude, ocorre também o clima equa­torial, marcado por elevadas temperaturas e grande umidade.

Ao norte, onde o relevo é plano, ocorre a penetração das massas polares, o que ocasiona invernos bastante rigorosos, com o predomínio do clima polar e frio.

Na maior parte do continente asiático, predomina o clima tem­perado, caracterizado pela presença de estações do ano bem definidas. Nessa área, as médias térmicas são de 20°C.

No sudoeste, na Península Arábica, atuam as massas de ar quente e seco, vindas da África.

Essas massas são responsáveis pelo clima desértico e semiárido, com elevadas temperaturas e pouca umidade. Existem, ainda, os desertos localizados na parte central da Ásia, onde as chuvas são escassas.

Isso ocorre porque as massas de ar vindas do oceano e carregadas de umidade são barradas pelas elevadas montanhas, o que gera chuvas na face voltada para o oceano, forman­do, do outro lado, os desertos, como, por exemplo, os desertos de Gobi e do Tibete.

Nas áreas mais elevadas do continente, predomina o clima frio de montanha, ocorrendo, em algumas partes, também o clima subtropical.

Associada à variedade de climas, temos, na Ásia, grande diversidade de paisagens vegetais.

As principais formações vegetais da Ásia são:

Floresta boreal de coníferas (taiga): são florestas compostas por pinheiros em forma de cone, adaptadas aos invernos rigorosos e verões quentes.

Nesse tipo de floresta, o desma­tamento é intenso, em virtude da variedade de espécies comerciais, como o cedro.

Floresta temperada: florestas cujas árvores apresentam folhas decíduas, isto é, perdem suas folhas no inverno.

Tundra: formada por musgos e líquens.

Essa vegetação aparece apenas no curto verão do Ártico, quando ocorre o degelo, pois o solo permanece congelado (permafrost) cerca de 10 meses por ano.

Vegetação de desertos frios: apresenta poucos musgos e líquens. Em geral, o solo é pobre e rochoso.

Vegetação de desertos quentes: nesse tipo.de deserto, aparecem as xerófitas. Essa vege­tação está adaptada à quase inexistência de umidade. É formada por plantas de pequeno porte e cactáceas.

Estepes e pradarias: composta, basicamente, por gramíneas, pois são áreas com reduzida umidade. São utilizadas como alimento para os rebanhos de caprinos e ovinos.

Floresta subtropical: composta por árvores de folhas perenes, que estão adaptadas a uma estação chuvosa e outra seca.

Floresta tropical: formada por árvores de grande porte e de folhas perenes.

Está associada às áreas de grande umidade e elevadas temperaturas.

Essas florestas já foram, em grande parte, devastadas, em virtude do valor de sua madeira no mercado internacional.

FONTE: LIVRO POSITIVO - VOLUME 03
7ª SÉRIE/8º ANO - PAGINAS: 02 ATÉ 11

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ATIVIDADE CLIMA 1º ANO