terça-feira, 26 de julho de 2011

6º ANO - DINÂMICA DA LITOSFERA E FONTES DE ENERGIA

CROSTA: A porção sólida mais externa da Terra é a litosfera;

É dividida em oceânica e continental;

A distância média entre a superfície do planeta e o centro é de 6 370 km;

A litosfera é dividida em crosta terrestre (continental e oceânica) e a parte mais externa e sólida do manto chamada de ASTENOSFERA;

A espessura da litosfera varia de alguns poucos quilômetros sob áreas oceânicas até 80 km sob áreas continentais;

A litosfera está em constante movimento.


MANTO: É a camada intermediária da litosfera e pode atingir até 2 900 km;

É dividido em manto superior, (rocha semilíquida plástica, maleável) e onde fica a ASTENOSFERA;

E o manto inferior que para maior parte dos pesquisadores, há rochas sólidas;


NÚCLEO: É a parte interna e mais quente do planeta;

O calor pode chegar até 4800ºC;

Há predomínio de níquel e ferro;

É dividido em núcleo interno (sólido) e o externo (líquido);


ROCHA: É um conjunto de minerais consolidados;


MINERAIS: são elementos que possuem uma estrutura química bem definida;


MINÉRIO: É todo mineral com valor comercial;


AFLORAMENTOS DE ROCHAS: rochas visíveis na superfície terrestre;


MAGMA: rocha derretida em estado pastoso que fica situada embaixo da crosta terrestre;


BASALTO: Rocha de origem vulcânica que dá origem a solos férteis, como a terra roxa, que cobre vastas áreas do sul, sudeste e centro-oeste do país.


AS ROCHAS PODEM SER CLASSIFICADAS EM TRÊS GRUPOS PRINCIPAIS, SEGUNDO A SUA ORIGEM:


ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS - São as rochas que se formaram a partir do magma solidificado.

Quando o magma é solidificado no interior da Terra, formam-se as rochas intrusivas ou plutônicas;

Quando o magma é expelido pelos vulcões e fissuras na crosta, originam-se as rochas extrusivas ou vulcânicas, como o basalto, comuns na Região Centro-Sul do país;


ROCHAS SEDIMENTARES: As rochas sedimentares cobrem em torno de 75% da superfície dos continentes e são formadas pelo desgaste de outras rochas.

Os sedimentos são transportados pelo vento, pela água de rios, lagos, mares e chuvas e pelas geleiras.

Os sedimentos são depositados em outras áreas, geralmente na forma de camadas ou estratos.

As camadas de sedimentos mais novas vão se depositando sobre as mais antigas.

As rochas sedimentares também podem ser formadas pela deposição e compactação de matéria orgânica, como é o caso do carvão mineral.

Sedimentação é todo o processo de acumu¬lação, compactação e solidificação de fragmentos de rochas e detritos orgânicos.

Exemplos de rochas sedimentares são os arenitos, calcário, o argilito e o carvão mineral.


ROCHAS METAMÓRFICAS: As rochas metamórficas resultam da transformação ou metamorfização de outras rochas (ígneas sedimentares ou mesmo outras rocha).

ESTA TRANSFORMAÇÃO, ocorre sob diferentes condições de temperatura e pressão no interior da crosta).

Os exemplos deste tipo de rocha são o gnaisse e mármore de alto valor comercial, utilizados em pias, mesas e pisos.

AGENTES EXTERNOS: São os agentes que modelam, ou seja, dão forma ao relevo e eles são os ventos, as variações de temperatura, a chuva, as águas superficiais (rios, oceanos, mares e lagos), o gelo, as águas subterrâneas e os seres vivos.



AGENTES INTERNOS: São aqueles agentes que agem a partir do interior do planeta, como o tectonismo e o vulcanismo;


CICLO DA ROCHA: É a ligação entre as rochas e as modificações sofridas por elas no decorrer do tempo.


TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL: É a teoria que explica o processo de deslocamento da litosfera o qual provoca mudanças na posição dos continentes e modifica o relevo da Terra.


TEORIA DA TECTÔNICA DE PLACAS: A Teoria da Tectônica das Placas explica o lento e contínuo deslocamento das placas que formam a crosta do planeta Terra e as consequências que esses movimentos provocam, ou seja, ela complementa a teoria da Deriva Continental.


LIMITES DE PLACAS OU MOVIMENTOS DAS PLACAS TECTÔNICAS.


DIVERGENTES: quando ocorre a separação de placas;

CONVERGENTES: quando se dá o encontro de placas;


TRANSFORMANTES: quando há o movimento paralelo entre placas.


CÍRCULO DE FOGO DO PACÍFICO.


Os limites das Placas Tectônicas são as regiões mais geologicamente instáveis da crosta terrestre.

O choque ou movimento entre as placas originam grandes cadeias montanhosas, como a Cordilheira dos Andes e do Himalaia, e os numerosos vulcões das Filipinas, Indonésia e Japão.

As cordilheiras, os terremotos e as erupções vulcânicas são mais frequentes nas áreas próximas aos limites das placas.

A área que contorna o Oceano Pacífico, chamado Círculo de Fogo do Pacífico, é a área que concentra a maior quantidade de vulcões ativos e de maior ocorrência de terremotos do planeta.


OROGENÉTICAS: faixas ou áreas onde ocorreram dobramentos, que originaram as montanhas.


ESCALA RICHTER: criada em 1935 pelo físico Charles Richter (1890-1985), mede a magnitude, ou seja, a força de um terremoto. Escrita em graus, ela começa no 1 e não tem limite para terminar.


VULCÕES E TERREMOTOS NO BRASIL


No Brasil não há, com freqüência, terremotos e não existe nenhum vulcão ativo na atualidade.

Os terremotos sentidos no Brasil ocorrem a centenas de quilômetros de nosso País, eles ocorrem na Cordilheira dos Andes entre as placas de NAZCA E A SUL AMERICANA e no meio do Oceano Atlântico entre as placas de SUL AMERICANA E A AFRICANA.

Outro fator que ajuda o Brasil a não sentir terremotos com freqüência e o fato de nosso país está situdo no centro da placa sul americana.


INTEMPERISMO FÍSICO: é o conjunto de processos que levam à desagregação das rochas, que ocorre principalmente pela variação de temperatura (calor – frio), pela ação dos ventos, das chuvas, dos rios, oceanos, mares e do gelo. Este tipo de intemperismo é muito comum em área de clima seco.


INTEMPERISMO QUIMICO: É o processo que gera a decomposição química das rochas por meio da reação dos minerais com a água. Este tipo de intemperismo é muito comum em área de clima chuvoso.


INTEMPERISMO BIOLÓGICO: É gerado por meio da atuação de micro-organismos, formigas, mamífero roedores, raízes de plantas e árvores, é menos atuantes que os outros dois tipos de intemperismo.


TIPOS DE EROSÃO


EROSÃO GLACIAL: É a erosão produzida pela ação do gelo;


EROSÃO EÓLICA: É a erosão produzida pela ação do vento;


EROSÃO MARINHA: É a erosão provocada pela ação das ondas, as marés e as correntes marinhas.


EROSÃO GLACIAL: As geleiras executam o trabalho de erosão e acumulação de sedimentos.

Em seu trabalho erosivo, aplainam o relevo.

Formam vales profundos quando descem entre montanhas.

Esses vales deram origem aos fiordes da Escandinávia. Muitos lagos foram formados pela ação das geleiras, como os do norte do Canadá, da Finlândia e norte da Rússia.


EROSÃO MARINHA: As ondas, as marés e as correntes marinhas trabalham continuamente, em conjunto, ora destruindo as rochas, ora acumulando sedimentos, formando o litoral dos continentes. São formas de relevo litorâneo originado do trabalho do mar:

• erosão - falésias e barreiras.

• acumulação - praias, restingas, enseadas, lagunas.


EROSÃO EÓLICA: Trabalho executado pela ação do vento sobre a superfície da terra.

O vento não tem, sozinho, o poder da erosão. Isso ocorre porque o vento transporta partículas de areia que, ao se chocarem com as rochas, provocam o seu desgaste.

A intensidade do trabalho erosivo depende da constituição da rocha.

O vento também executa o trabalho de acumulação, dele resultando solos férteis, como o loess, e as dunas, móveis ou fixas.


FORMAS DO RELEVO: Planalto, Planície , Depressão e Montanhas;


PLANALTO: Superfície mais ou menos plana, delimitada por escarpas, onde o processo de erosão é maior do que o processo de sedimentação. Existem planaltos cristalinos e planaltos sedimentares.


PLANÍCIE: Superfícies mais ou menos planas, onde o processo de sedimentação é atual, superando largamente o processo de erosão.

Os terrenos de uma planície são de natureza sedimentar.

Existem dois tipos principais de planície:

Costeiras, situadas no litoral; Continentais, situadas no interior dos continentes, como a planície Amazônica;

As planícies continentais podem ser lacustres, formadas por lagos, ou fluviais, construídas por depósitos fluviais.

A noção de planície não deve estar vinculada à noção de altitude e sim à noção de processo de formação (deposição de sedimentos), pois existem algumas, inclusive, situadas a mais de 1.000 metros de altitude, como é o caso das planícies de montanhas.


MONTANHA: São elevações naturais do terreno, que podem ser de diversas origens: montanhas de dobramentos, montanhas de falhamentos, montanhas vulcânicas, montanhas de erosão.


DEPRESSÃO: São áreas ou porções do relevo situadas abaixo do nível do mar, ou abaixo do nível das regiões que lhes são próximas (vizinha).

Absoluta, quando está abaixo do nível do mar, por exemplo, Mar Morto, a 392 metros abaixo do nível do mar, e Mar Cáspio, a 26 metros abaixo do nível do mar;

Relativa, quando está abaixo do nível das terras que lhe estão próximas.


FONTES DE ENRGIA


CLASSIFICAÇÃO OU TIPOS DAS FONTES DE ENERGIA



FONTE DE ENERGIA ANTIGA OU TRADICIONAL

Energia dos músculos ou muscular;

Tração Animal;

Fogo;

Água;

Vento;


FONTE DE ENERGIA MODERNA


Carvão mineral;

Petróleo;

Gás natural;

Energia nuclear ou atômica;

Energia hidroelétrica ou Hidreletricidade.



FONTE DE ENERGIA ALTERNATIVA


Solar; Eólica; Maremotriz; Geotérmica; Biomassa; Hidrogênio.


A BIOMASSA: Refere-se à energia obtida a partir de matéria orgânica vegetal e animal encontrada em diversas formas: lixos doméstico e industrial, madeira, bagaço de cana-de-açúcar (de onde se extrai o álcool etílico ou etanol), casca de arroz e diversos outros rejeitos.


A ENERGIA MAREMOTRIZ: Refere-se à força das marés, que pode gerar energia elétrica, a partir do represamento das águas de um estuário, durante as marés altas.


ENERGIA GEOTÉRMICA, sua produção limita-se às áreas do planeta onde há maior quantidade de vulcões ativos, como, por exemplo, na região do Círculo de Fogo do Pacífico.

AS USINAS EÓLICAS têm se desenvolvido recentemente. Da mesma forma que as usinas de energia solar, a eólica é limpa e causa poucos impactos ambientais.


COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS – OS TIPOS E COMO SÃO FORMADOS.


Os tipos de combustíveis fósseis são: Carvão mineral, Petróleo e Gás natural;


Eles são formados por um lento processo de decomposição


FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL

As renováveis são continuamente repostas pela natureza e são formadas pelas fontes de energia alternativas mais a energia hidráulica ou hidrelétrica.


FONTES DE ENERGIA NÃO RENOVÁVEL


As fontes de energia não renováveis, esgotam-se com o uso,ou seja, não são rapidamente produzidas pela natureza.

Este tipo de fonte de energia são os chamados combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural) e a energia nuclear, que depende da extração de minerais não renováveis, como o urânio.


Entre as cinco modernas fontes de energia, apenas uma, hidreletricidade ou energia hidroelétrica, não corre o risco de se esgotar (acabar). Recursos, como o carvão, o gás natural e o petróleo, têm até previsão de data para acabar.

PROBLEMAS QUE PODEM SURGIR COM A FALTA DE ENERGIA

A humanidade precisa se preparar para desenvolver as fontes de energia renováveis e torná-las mais eficientes e espalhadas pelo mundo.


Se houver falta de energia, o transporte, o padrão de consumo mundial cairia muito, as indústrias parariam, afetaria o comércio, causando enormes prejuízos em todo o planeta.


A DISTRIBUIÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS É BASTANTE DESIGUAL.


A região do Oriente Médio e Ásia Central concentram mais de 50% das reservas de petróleo e gás natural.


Rússia, América do Norte e Austrália empregam em torno de 50% das reservas de carvão mineral.


O PETRÓLEO é o combustível fóssil mais popular e mais importante para os transportes.


Do petróleo são extraídos combustíveis, como a gasolina e o óleo diesel, usado pelos caminhões que fazem boa parte do transporte no Brasil.


O grande desafio atual é encontrar substituto para o petróleo, uma vez que os especialistas afirmam que ele vai acabar num prazo máximo de pouco mais de um século.


Nas pesquisas atuais, o petróleo deve ser substituído pelo álcool (extraído da cana-de-açúcar, ou seja, da biomassa, que é uma fonte renovável) e do hidrogênio, que é um combustível limpo e abundante.


O uso principal do carvão se concentra nas termelétricas, que produzem energia elétrica, a partir da queima de carvão, óleo combustível (derivado do petróleo) ou gás natural em uma caldeira projetada para esta finalidade específica.


Além das termelétricas, o carvão é bastante usado nos fornos das siderúrgicas, onde é queimado para gerar calor e mover as máquinas.

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