domingo, 5 de dezembro de 2010

7º ANO REC FINAL

CLIMA E HIDROGRAFIA DO BRASIL - DINÂMICA POPULACIONAL


CLIMA DO BRASIL

mPa: Massa de ar polar Atlântica.

Esta massa de ar é fria e úmida, nasce na Patagônia próximo da Antártida. Age principalmente na região Sul e o Brasil durante o inverno.


mTc: Massa de ar tropical Continental

Esta massa de ar é quente e seca e nasce na região do Chaco, fronteira entre Paraguai, Bolivia, Argentina e Brasil ( sul do Pantanal).


mTa: Massa de ar tropical Atlântica

Esta massa de ar é quente e úmida e nasce sobre o Oceano Atlântico, age no litoral e no interior brasileiro.


mEa: Massa de ar equatorial Atlântica
 
Esta massa de ar é quente e úmida e nasce sobre o Oceano Atlântico Norte, age sobre o litoral da Amazônia e do estado do Maranhão.


mEc: Massa de ar Equatorial continetal.

Esta massa de ar é quente e úmida e nasce no sul da Amazônia e durante o verão atua em grande parte do território brasileiro.


CLIMA EQUATORIAL ÚMIDO


É determinado pela massa de ar equatorial continental (mEc) e Ocorre na Amazônia. Apresenta elevada taxa de umidade, em virtude da presença dos rios e da vegetação na região, e altas Temperaturas, por encontrar-se em baixa latitude. As chuvas são cons­tantes e abundantes (chegam a ultrapassar 2500 mm anuais). O principal tipo de chuva é a de convecção(rápida ascensão vertical do ar(subida) e conseqüente resfriamento e condensação. Apresenta baixa amplitude térmica anual (a menor do Brasil), inferior a 4°C, e médias térmicas anuais elevadas, que variam pouco, de 25 a 28°


CLIMA LITORÂNEO ÚMIDO


Abrange parte da costa do Nordeste e do Sudes­te e sofre influência da massa tropical atlântica (mTa). Apresentas chuvas concentradas no outono e inverno, que variam de 1 500 a 2 000 mm durante o ano, e médias térmicas elevadas. No litoral nordestino, durante o inverno há o en­contro da mTa (de ar quente e úmido) com a mPa (de ar frio e úmido) provoca chuvas frontais. Durante o verão, tanto no Sudeste como no Nordeste, o encontro da mTa com as áreas mais elevadas, como o planalto da Borborema (no Nordeste) e as serras do Mar e da Man­tiqueira (no Sudeste). provoca as chuvas orográficas.


CLIMA TROPICAL CONTINENTAL


É O clima mais representativo do Brasil, por isso chamado de tropical típico. Abrange áreas das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. A existência de duas estações bem definidas: Verão: estação chuvosa, provocada pela massa de ar equatorial continental (mEc) e pela massa tro­pical atlântica (mTa)

·Inverno: estação seca. Nessa época, a mEc se re­trai, deixando espaço para a atuação de outras mas­sas de ar como a massa de ar polar atlântica (mPa) e a tropical conti­nental (mTc). A mPa aproveita o corredor formado pelas terras mais baixas da região Centro-Oeste e atinge a porção sul da Amazônia, quando a tempe­ratura pode chegar a 10Cº (fenômeno da friagem). Amplitudes térmicas anuais elevadas devido à in­fluência da continentalidade.


CLIMA TROPICAL SEMI-ÁRIDO


Característico do Sertão nordestino e do norte de Minas Gerais.As massas que atuam para a ocorrência desse tipo de clima são a tropical atlântica mTa e a equatorial continental (mEc).Quando chega ao interior do Nordeste, a mTa já perdeu a umidade, pois barrei­ras montanhosas impedem a passagem das chuvas que caem no litoral.É o clima brasileiro com o menos índice pluviométrico anual.O que causa o problema da estiagem é a má distribuição das chuvas, concentradas em alguns meses do ano.Os índices pluviométricos anuais chegam, às vezes, a ser inferior a 500 mm.As mé­dias térmicas anuais e as temperaturas são elevadas. Apresenta grande amplitude térmica medial anual.


CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE


Localiza-se nas áreas de maior altitude da região Sudeste.Sofre grande influência anual da massa tro­pical atlântica (mTa) que é úmida.No inverno, a mas­sa polar atlântica (mPa) é responsável pelas baixas temperaturas e pelas geadas que costumam ocorrer nessa época.Diferencia-se do clima tropical típico ou continental por apresentar maior índice pluviométri­co anual (acima de 1 700 mm) e verões menos quentes e invernos mais frios.


CLIMA SUBTROPICAL ÚMIDO


Clima predominante da região Sul do Brasil.É dominado pela massa tropical atlântica (mTa), mas sofre grande influên­cia da massa polar atlântica (mPa) no inverno. Apresen­ta o segundo maior índice pluviométrico anual (em tor­no de 2 500 mm) só perdendo para o clima equatorial úmido.Tem as estações definida e chuvas bem distribuídas durante o ano.No inverno são constantes as ondas de frio, a formação de geada e chuvas de gra­nizo.Pode ocorrer neve nas áreas de maior altitude, como na região de São Joaquim e lajes no estado de Santa Catarina.




HIDROGRAFIA DO BRASIL


DIVISOR DE ÁGUA: Uma elevação qualquer, que divide as águas de duas ou mais bacias hidrográficas


QUANTO AO REGIME DE ABASTECIMENTO PODEMOS CLASSIFICAR OS RIOS COMO:


PLUVIAL, quando são abastecidos pelas águas das chuvas. Nesse caso, as cheias aconte­cem no decorrer da estação chuvosa.


NIVAL, quando suas águas provêm do derretimento das geleiras e da cobertura de neve das montanhas.


MISTO, quando são alimentados por ambas as fontes as chuvas e o gelo.


No Brasil, o regime dos rios é pluvial, pois não há gelo e neve em quantidade su­ficiente para formá-Ias.


A única exceção é o Rio Amazonas, cujo regime é misto;


QUANTO AO TIPO DE ESCOAMENTO, PODEMOS CLASSIFICAR OS RIOS EM TRÊS TIPOS:


EFÊMEROS, São os rios que existem durante curtos períodos de fortes chuvas.


São também cha­mados de torrentes.


Esses rios são um dos responsáveis pelas chamadas "enchentes relâmpagos", que afetam principalmente áreas áridas e semiáridas;


INTERMITENTES OU TEMPORÁRIOS, São os rios cujos leitos secam durante certo período do ano.


É o caso da maioria dos rios do Sertão Nordestino, localizados em área de clima semiárido, com longos períodos de seca.


Rios de áreas muito frias, como os rios canadenses e russos, tam­bém podem ser considerados intermitentes, pois as águas congelam durante os meses mais frios;


PERENES: São os rios que correm durante todo o ano.


A maior parte dos rios brasileiros são pere­nes, como o São Francisco, Amazonas, etc.


QUANTO AO RELEVO POR ONDE PASSAM, OS RIOS PODEM SER CLASSIFICADOS EM:


RIOS DE PLANÍCIE: rios que correm por áreas planas onde praticamente não há cacho­eiras, saltos e corredeira.


Por esse motivo, esses rios são adequados à navegação. Exemplos: Amazonas, Araguaia, Tapajós e Negro;


RIOS DE PLANALTO: rios que correm por terrenos com desníveis acentuados, onde se forma grande número de corredeiras e cachoeiras;


São ideais para a construção de hidrelétricas. Exemplos: São Francisco, Iguaçu, Paranaíba, Tietê e Paraná.


BACIA DO RIO DA PRATA OU PLATINA:


É a bacia hidrográfica com maior potencial hidrelétrico instalado; portanto, é a bacia que mais gera energia no Brasil.


É constituída por três sub-bacias, cujos nomes se referem a seus rios principais: Uruguai, Paraná e Paraguai.


A sub-bacia do Paraná, apesar de ser planáltica, possui uma hidrovia chamada de Tietê-Paraná a qual, no futuro, quando estiver completamente integrada, beneficiará a economia da região.


Nessa sub-bacia, localiza-se a maior hidrelétrica do mundo: Itaipu;


O nome da Bacia Platina vem do Rio da Prata, na Argentina, que recebe as águas dos três principais rios da bacia.


BACIA AMAZÔNICA:


É a mais extensa e de maior potencial hidrelétrico.


Seu rio principal, o Amazonas, nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru;


Recebe vários nomes até ser denominado Amazonas, quando o Rio Solimões encontra as águas do Rio Negro, perto da cidade de Manaus.


Sua foz é no chamado Golfão Amazônico, entre os estados do Amazonas, do Amapá e do Pará.


No meio desse golfo, fica a Ilha de Marajó, a maior ilha fluviomarinha do mundo.



Devido à insuficiente rede de rodovias da Região Amazônica, seus grandes rios desempenham o papel de estradas e a população ribeirinha depende desses rios para se locomover.


O trecho entre Manaus e Belém pode levar até três dias para ser navegado.


BACIA DO SÃO FRANCISCO:


É um rio de planalto,


É chamado de Velho Chico, rio dos currais e rio da unidade nacional;


É a bacia com o segundo maior potencial hidrelétrico instalado do país.


Nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e possui um trecho navegável entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA).


É o mais extenso rio exclusivamente em terras brasileiras.


Banha áreas de clima semiárido – Sertão do Nordeste,


Recentemente, suas águas vêm sendo utilizadas para a fruticultura irrigada nas proximidades das cidades de Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco).


Existe um projeto de transposição ou desvio do Velho Chico para que alimente alguns rios que são intermitentes.


Entretanto, os ambientalistas são contrários a esse projeto.


Muitos estudos vêm sendo feitos para avaliar os possíveis impactos ambientais na natureza da região.


BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA:


Localiza-se no centro do país,


É a maior bacia inteiramente brasileira.


Seus dois principais rios nascem em Goiás.


É formada pelos rios Araguaia e Rio Tocantins e deságua no Golfão Amazônico, em seu trecho paraense.


Apresentar longos trechos navegáveis é utilizado para escoar parte da produção de grãos das regiões que banha, com destaque para a soja.


A Usina Hidrelétrica de Tucuruí, a segunda maior do país, foi construída no Rio Tocantins e atende às necessidades de consumo de energia do Projeto de Mineração Carajás, no Pará.


No Rio Araguaia, encontra-se a maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal

DINÂMICA POPULACIONAL


População absoluta: Corresponde a população total de um determinado local. Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso

Densidade demográfica ou população relativa: Corresponde a média de habitantes por quilômetros quadrados. Para obtê-la deve –se dividir a população absoluta pela área.

Taxa de mortalidade: corresponde a relação entre o número de óbitos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.
TM = N.º de óbitos X 1000 / População absoluta

Taxa de natalidade: corresponde a relação entre o número de nascimentos ocorridos em um ano e a população absoluta, o resultado é expresso por mil.
TN = N.º de nascimentos X 1000/População absoluta

Crescimento vegetativo ou natural: corresponde a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.

C.V = TN – TM

O crescimento vegetativo não corresponde a única forma possível de crescimento ou redução da população mundial, deve se considerar as migrações.

Taxa de fecundidade: corresponde a média de filhos por mulher na idade de reprodução. (15 a 45 anos)

Taxa de mortalidade infantil: corresponde ao número de crianças de 0 à 1 ano que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas.

Expectativa de vida: É quantidade de anos que vive em média a população. É um indicador muito utilizado para verificar o nível de desenvolvimento dos países.

Migração: É o deslocamento de uma quantidade importante de seres humanos.pode ser permanente ou temporário.

Emigração: é a saída da população de uma área. Imigração: é a entrada da população em uma área. Para que exista migração deve haver o fator de atração e o Fator de repulsão.

Xenofobia – Constitui-se em uma aversão ou medo ao que é estrangeiro.

Obs: Xenofobia é uma palavra de origem grega que significa antipatia ou aversão a pessoas e objetos estranhos. O termo tem várias aplicações e usos, o que muitas vezes provoca confusões em relação ao significado. A xenofobia como preconceito acontece quando há aversão em relação à raça, cultura, opção sexual, etc.
Fonte - http://www.brasilescola.com/doencas/xenofobia.htm

Êxodo rural: É a transferência da população rural para o espaço urbano. Esse tipo de migração em geral tende a ser definitivo. É Causasada pela industrialização, a expansão do setor terciário e a mecanização da agricultura.

Êxodo urbano: tipo de migração que se dá com a transferência de populações urbanas para o espaço rural.

Migração urbano-urbano: tipo de migração, que se dá com a transferência de populações de uma cidade para outra. Tipo de migração muito comum nos dias atuais.

PIRÂMIDE ETÁRIA:
É um gráfico populacional que leva em consideração a estrutura sexual da população ( homens e mulheres ) e as faixas etárias

BASE - a porção inferior -, que representa a população jovem (de O a 14 anos ou de O a 19 anos);
CORPO - a porção intermediária , que representa a população adulta (de 15 a 59 anos ou de 20 a 59 anos);
CUME, ÁPICE OU PICO - a porção superior-. que representa a população idosa ou velha (igual a 60 anos ou mais). Veja imagem no final do Artigo.

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